Proibido crianças. A aversão a crianças chega aos transportes

Vilma Medina

Vilma Medina

A cantora Sarah Blackwood viajava em um avião com o seu bebê de 23 meses com destino a Vancouver. Grávida de sete meses era incapaz de acalmar o choro do seu filho. A criança se levantava do seu assento, fazia birras e não parava de chorar. Antes de decolar, o comandante do vôo decidiu expulsar a mamãe e o seu filho. O vôo, segundo disseram depois ‘não era seguro nessas condições’. No entanto, justo quando tomou essa decisão, o pequeno havia dormido e os passageiros apoiaram incondicionalmente a mãe. Por que então expulsá-la do avião?

Essa escassa paciência com as crianças (unida à falta de educação de muitos pequenos) desemboca na criação de áreas ‘livres de crianças’ em numerosos meios de transporte. Um recente movimento que promove a aversão às crianças que tem crescido.

Como essa aversão a crianças afeta pais com filhos

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O movimento começou em bares e restaurantes. Muitos dos clientes se queixavam das contínuas correrias das crianças pelo estabelecimento, dos seus imprevisíveis comentários, dos seus gritos... Logo chegou a vez dos hotéis que decidiram proibir o acesso de crianças por todas essas pessoas que não suportam escutar o insistente choro de um bebê com problemas de cólicas noturnas

E finalmente o movimento chegou aos transportes: zonas habilitadas em trens ou aviões para todos aqueles que não querem compartilhar o seu assento, nem de longe, com famílias com crianças.

A companhia aérea Air Asia já lançou em todos os seus vôos de longa distância uma área silenciosa (Quiet Zone), reservada para aqueles que querem muito silencio durante a viagem. Isso significa a ausência de crianças. Somente passageiros com 12 anos ou mais podem viajar nesses assentos (primeiras sete fileiras da classe econômica de aviões) que passam pelo Nepal, Austrália, Coréia, Japão, China e Taiwan. 

É muito respeitável que haja movimentos que defendam o direito a não ter filhos. Ter um filho é uma decisão importante e não é uma obrigação, é claro. Existe um grupo, o NoMo (Not Mothers) que se estende por numerosos países. Na Inglaterra dispõem até de uma plataforma (Gate Away Women) fundada por Jody Day, para dar apoio a todas as mulheres que decidem não serem mães e demonstrar que este não é um gesto egoísta nem antinatural. 

O que não consigo entender é que se limite o direito de uma família poder viajar e escolher um assento na primeira classe, em estar em determinada área do trem, ou a visitar esse hotel que falaram tão bem. E os direitos das crianças que não podem entrar em todos esses lugares? E, sobretudo, em que canto ficou abandonado a tolerância, a paciência e a empatia? Que uma criança chore não é o problema.  Que uma pessoa não seja capaz de suportar esse choro e decida tirá-la de um lugar, isso sim é um problema. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com

O que você não deve fazer quando seu filho sentir medo

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O medo das crianças. Como podemos reagir aos medos delas. Tão importante como saber o que fazer é o que NÃO se deve fazer quanto à superação do medo de uma criança. É muito importante que os pais respeitem e busquem entender os medos que seus filhos têm. Os medos são inevitáveis, mas controláveis se a criança conta com a confiança e a ajuda dos pais e responsáveis.

Crianças abandonadas

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O abandono de crianças sempre existiu e nenhuma medida adotada conseguiu resolver a situação. No Brasil, o abandono de bebês vem desde a era colonial, quando era comum encontrar bebês largados em ruas, becos e portas de casa ou em rios, mangues e no lixo. Havia a possibilidade de alguém recolher o neném e criar. Os três últimos configuram a eliminação das crianças. Os recém-nascidos jogados nas ruas corriam risco de ser devorados por cães e porcos que vagavam pela cidade.

Férias com crianças hiperativas

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As férias com as crianças que sofrem de Transtorno por Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) sempre implicam em um desafio para os pais. Os pais devem tentar manter a rotina diária da sua casa.

Os pais tiranos

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Existem pais que pensam que têm um conhecimento superior e sentem que o seu destino é pressionar as pessoas em seu próprio benefício. Humilhar aos outros os fazem se sentir bem. Quando não conseguem com seus companheiros fazem isso com seus filhos.

Pais com ciúmes dos seus filhos

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