Os pais gordinhos são melhores pais

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Diga-me quanto pesa o seu pai... E eu te direi tal como ele é. É o que vem a dizer o antropólogo Richard Briescas, professor e adjunto a decano na Universidade de Yale (Connecticut, EUA). Sua teoria tem causado risadas e também assombro, mas ele leva muito a sério, e explica como chegou a essa conclusão. De fato, ele mantém essa história com bases bastante respeitáveis. 

Por que os pais com mais peso são os melhores pais

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O antropólogo Richard Bribiescas tem escrito um livro onde mostra esses dados. O livro se chama ‘How men age’ (‘Como os homens envelhecem’). 

Segundo diz, os homens tendem a se deteriorar com os anos deixando de cuidar do seu aspecto físico. Desde o momento em que se convertem em pais, engordam com mais facilidade, já que delegam suas prioridades na criação dos filhos contra a grande quantidade de horas que antes dedicavam em cuidar da sua imagem e do seu corpo. Os pais, diz, apostam por um estado físico menos dado a restrições, ao que já começaram a chamar de ‘fofinhos’. 

Longe de ser um erro, o antropólogo defende esse fato como algo que aporta aos pais mais atrativos e inclusive uma maior esperança de vida. 

Teorias paranóicas sem fundamento? Richard Bribiescas defende sua hipótese com base em vários experimentos. Graças a eles descobriu que ao engordar, os homens reduzem seus níveis de testosterona, o que os tornam mais propensos a se voltarem à criação dos filhos. Como se isso fosse pouco, ao engordar (somente uns quilos, não fala em nenhum caso de obesidade), o seu metabolismo funciona mais lento, o que ajuda a desacelerar o envelhecimento, a fortalecer o sistema imunológico e aumentar a esperança de vida. O professor em antropologia conseguiu demonstrar que uns ‘quilinhos a mais’ protege os homens dos infartos de coração e o câncer de próstata... 

Polêmicas, desde já, as teorias desse homem, já que um bom pai não se mede em nenhum caso pelo tempo que se dedicam aos filhos, mas pela qualidade com que lhes dedicam. Ou não? 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com