Será que eu sou uma mãe ruim?

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Que mãe eu sou! É uma frase que seguramente muitas mães pensam, mas não têm coragem de dizer em voz alta. E como parece difícil reconhecer que somos imperfeitas. Às vezes gritamos, protestamos, somos injustas, relaxadas, exigentes ou autoritárias.

Mas não somos somente defeitos. Nós somos carinhosas, brincalhonas, dedicadas, protetoras, sacrificadas e gostamos de um diálogo. Ser perfeita é algo impossível, mas quando essas imperfeições afetam aos nossos filhos, a gente se castiga pensando que não somos boas mães. 

A síndrome de ser uma mãe ruim

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O trabalho fora de casa, o trabalho dentro de casa e a correria do dia a dia nos leva ao estresse e a limites insustentáveis e isso faz com que em algumas ocasiões os pequenos se sintam afetados pelo nosso mau humor ou porque tivemos um dia ruim. 

Pode ser que em algumas ocasiões nos invada a síndrome da mãe ruim, mas não tem jeito, por melhores que sejamos como mães, nós também cometemos erros:  

1 – Gritar: é claro que já sabemos que gritar com as crianças não é bom nem pedagógico, nem tão pouco a gente consegue mais do que quando não gritamos, mas quem nunca elevou a voz em algum momento diante de uma criança teimosa

2 – Paciência: é um valor muito importante quando se é mãe, mas no final do dia quando o esgotamento te invade e as crianças continuam com uma energia digna do Guiness Book, a gente perde a paciência e voltamos ao primeiro ponto: gritamos! 

3 – Dizer não a tudo: as crianças pedem tantas coisas que em ocasiões deixamos de escutar seus pedidos e dizemos não automaticamente. 

4 – Não dialogar: confessemos, quantas vezes terminamos dizendo: ‘porque eu estou dizendo e pronto! Às vezes porque as crianças não param de fazer perguntas e não escutam os argumentos e outras porque não as deixamos nem argumentar. 

5 – Não dar exemplo: pedimos às crianças que sejam respeitosas, enquanto nós mesmas insultamos ao condutor do carro ao lado porque não respeitou a sinalização ou que não mintam enquanto nos escutam dar uma desculpa esfarrapada a uma amiga só para não ir a um encontro. 

6 – Não dar a devida atenção: muitas vezes nossos filhos querem nos contar coisas, mas não temos tempo para escutá-los. Eles nos pedem para lermos um conto, mas estamos cansadas e deixamos para outro momento, querem que brinquemos com eles, mas temos que colocar a roupa na lavadora, trocar fraldas do pequeno e chamar o encanador... E tudo ao mesmo tempo! 

Se você não pode evitar se sentir como uma mãe ruim em algum momento, com certeza é porque você é uma mãe fantástica. Você se preocupa com o bem estar do seu filho e quer o melhor para eles. Reconhece os seus erros e busca melhorar dia a dia como mãe e amiga.

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com