Os erros mais comuns das mães de primeira viagem

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Voltar a casa com o meu bebê nos braços foi uma experiência maravilhosa, mas também muito dura e difícil, sobretudo durante a primeira semana. Acabava de enfrentar o parto e imediatamente tinha que estar pronta para cuidar do meu bebê. Não conseguir fazer tudo causa desânimo e frustração

Cuidar do seu bebê quando acaba de dar a luz implica em um enorme esforço físico, mental e emocional. A maioria das mães tende a jogar para frente algumas coisas por instinto, com medo que pensem que não somos boas mães ou por não querermos ser menos que as outras, mas prolongar isso não é bom. Admitir nossas limitações, pedir ajuda aos familiares ou aos amigos durante essas primeiras semanas após o parto nos ajuda a superar a situação e não nos faz sentir mais fracas. Reconhecer que estamos cansadas e que a inexperiência com que o cuidado com os bebês nos agonie e nos angustie. Demonstra que somos sensatas.

Mães de primeira viagem: inexperientes, mas sensatas

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Como se fosse pouco, resultado da nossa inexperiência, tendemos a ficar com obsessão em relação à superproteção com o nosso bebê e cometemos erros, que não apenas complicam as nossas vidas, mas que também podem colocar em perigo a saúde do nosso filho. Um deles, sobretudo, é no frio abrigarmos nosso filho demasiadamente. Já foi comprovado que enrolar o bebê em roupas e mantas aumenta o risco de morte súbita e de asfixia. Se na sua cidade faz muito frio e na sua casa tem calefação e a temperatura está na casa dos 22º C, com um macacão de algodão e uma meia que cubra os pés, o bebê estará quentinho e não se resfriará. 

Outro erro é se empenhar em esterilizar tudo até que o bebê complete um ano. A higiene é fundamental, mas não se deve ficar obsessiva porque a ausência total de bactérias impede a criança em desenvolver suas próprias defesas. Nessa mesma linha a gente direciona quando preferimos que ninguém toque no nosso filho para prevenir que ele possa se contagiar com algo e fique doente. Convém agir com cautela e evitar que uma pessoa doente pegue o bebê, mas sem aplicar essa regra também às pessoas sadias. O que se deve evitar sempre é o beijo na boca da criança. 

Dar banho todos os dias durante as primeiras semanas de vida, tão pouco é necessário porque a camada de gordura que protege a pele se altera com o banho. Fazê-lo duas ou três vezes por semana é suficiente. E se o cabelo do seu bebê lhe preocupa, evite raspar o seu cabelo. Os dermatologistas asseguram que não é certeza que eles cresçam mais fortes. Pelo contrário, raspar o cabelo produz uma perda de calor pela cabeça.

A rotina que você mantiver com o seu bebê desde o princípio também vai marcar a sua relação com ele no futuro. Assim, por exemplo, se você se empenhar que sua casa esteja em silêncio quando estiver dormindo, qualquer barulho vai acordá-lo e daí por diante será mais difícil interromper a atividade da casa quando ele estiver dormindo. Tão pouco é recomendável levá-lo para a cama dos pais quando o seu filho não quer dormir no berço. 

E, por último, trocar o peito antes que o primeiro se esvazie vai de encontro com as leis naturais da amamentação, já que o leite final é o que mais alimenta e sacia porque tem mais gordura que o do início. Para estabelecer um aleitamento adequado a criança deve mamar e esvaziar ambos os peitos. 

Esses são alguns dos erros mais comuns que cometemos como mães de primeira viagem, mas com certeza existem muitos mais. 

Marisol Nuevo