Sintomas de uma criança superprotegida

Quando perceber se estamos superprotegendo ao nosso filho

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O erro mais comum que encontramos hoje em dia na educação das crianças é, sem dúvida nenhuma, a superproteção. Fala-se muito disso, dos efeitos que têm sobre as crianças, mas em uma porcentagem muito alta, os pais não sabem em que consiste a superproteção, e menos ainda das suas consequências.

Como reconhecer a uma criança superprotegida

Como é uma criança superprotegida?

Os pais não vão manter durante muito tempo a 'bolha de proteção' em que colocam seus filhos, e quando a bolha explodir, as crianças se encontrarão com crianças sem recursos, sem habilidades, mais vulneráveis, menos seguras, e provavelmente mais infelizes. 

Impedindo que as crianças se frustrem porque não conseguem dizer não a eles (como, por exemplo ‘não pode brincar agora e desligue a televisão’, ‘se vista sozinha’ ou ‘não pode comer doce antes do almoço, primeiro deve comer o bife’...), a única que conseguirão é que não aprendam a tolerar as pequenas frustrações do dia a dia, que precisem de motivação e da autodisciplina para conseguir seus objetivos no futuro. 

Esses são alguns dos sintomas que indicam que estamos superprotegendo nossas crianças: 

- Esperarão que seja sempre um adulto que resolva as situações e não desenvolverão suas próprias estratégias. 

- Não aprenderão os recursos necessários para se desenvolverem com êxito na vida. 

- Impediremos que aprendam a tolerar as pequenas frustrações do dia a dia. 

- As crianças cujos pais têm um modelo de educação que se baseia na superproteção, desenvolvem menos capacidades emocionais, são mais inseguras, têm menos habilidades, e mais probabilidade que sejam vítimas de abusos e mais infelizes. 

Como saber se os pais são superprotetores com os filhos 

A superproteção é um estilo educativo dos pais, em que eles assumem parte das responsabilidades dos seus filhos e os tratam como se fossem bem pequenos e buscam resolver todos os seus problemas. Para evitar que o filho sofra, ou passe maus momentos, os pais lhes dão tarefas resolvidas e não têm consciência que estão impedindo que seus filhos aprendam, que se desenvolvam corretamente, que cresçam saudáveis, seguros, autônomos e independentes. Alguns comportamentos típicos de superproteção nos pais: 

- Não deixam seus filhos realizarem coisas mesmo estando preparados e os impedem de adquirir autonomia

- Se antecipam de tal forma à satisfação das suas necessidades que não permitem que as crianças se desenvolvam corretamente. 

- Impedem seus filhos de desenvolverem recursos e estratégias que serão necessárias no futuro. 

- Satisfazem suas necessidades em excesso. 

- Não deixar que eles se frustrem, que sofram, que fiquem sem algo que gostam, que lutem pelos seus objetivos. Isso será mais prejudicial que benéfico. 

- Ao invés de escutar os filhos e ajudá-los nos seus problemas do dia a dia com seus amigos, eles resolvem por si mesmos, falando diretamente com a criança ou com os seus pais. 

Dessa forma os pais impedem que os seus filhos desenvolvam habilidades necessárias para resolver suas dificuldades, e, com isso corremos o risco de que se tornem crianças dependentes, incapazes de solucionar seus próprios problemas no futuro.

Silvia Álava Sordo
Psicóloga
Colaboradora de GuiaInfantil.com