A criança tímida. Timidez infantil

Quais são as características de uma criança tímida. O que é a timidez?

As relações interpessoais tem muita importância no desenvolvimento infantil e no funcionamento psicológico, escolar e familiar da criança. Desde sua relação com os irmãos em casa e seus primeiros contatos com outras crianças na escola infantil ou creche, as crianças devem ir construindo uma série de habilidades sociais, que fazem parte da sua educação. Se isso não acontecer de forma adequada, podem limitá-las em muitos aspectos do seu funcionamento, além de causar-lhes um grande sofrimento emocional.

Por esse motivo, é muito importante detectar a tempo uma criança tímida e dar-lhe ferramentas para que possa construir com maior eficácia uma comunicação interpessoal saudável.

O que é a timidez infantil

A timidez na infância

A timidez na infância se define como uma conduta que se caracteriza por uma dificuldade nas relações interpessoais e uma tendência acentuada de fuga ou desvio do contato social com outras pessoas.

Uma criança habitualmente ativa e esperta se mostra decaída, inapetente o retraída. Por outro lado, outra criança, geralmente tranquila, apresenta condutas que denotam ansiedade, inquietação, falta de atenção, hiperatividade, com perturbações do sono, ataques de fúria, etc.

A consulta com o pediatra deve ser sempre o primeiro passo a fim de descartar qualquer causa orgânica. Se o seu estado físico mostra-se bem, deve-se iniciar a investigação das razões psicológicas das mudanças que chamaram nossa atenção.

Entender uma criança tímida

1. Vamos pensar que as crianças manifestam suas emoções através do seu comportamento, assim também das suas brincadeiras e seus desenhos. Ainda falta muito tempo para que possam se expressar através da linguagem e dizer, por exemplo: “mamãe, estou triste”, “estou com saudade do papai”, ou simplesmente “não sei o que acontece comigo”.

2. É bom lembrar que as crianças tem uma sensibilidade muito mais aguçada que a nossa para perceber as variações no ambiente. Estão sempre prestando atenção no nosso olhar, nossos gestos, nossa presença ou ausência (ainda que pareçam estar muito concentradas em outras coisas).

3. Prestemos agora atenção às situações (boas e más) que acontecem na nossa vida cotidiana. Existem situações menos evidentes e que, no entanto os filhos reparam, como discussão entre os pais, afastamento, doença ou morte de um familiar, crises pessoais, problemas no trabalho, econômicos.

4. Cada criança tem seu próprio jeito de comunicar sua dificuldade para entender o que está passando. Vamos confiar na intuição de mães. A gente vai encontrar o momento mais adequado para falar à criança palavras que venham do coração, como: “entendo que para você isso também é muito difícil, mas pode contar comigo, tentarei te compreender”.

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