Você sabia que a Síndrome do Alcoolismo Fetal não tem cura?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Se você quiser que o seu bebê chegue ao mundo com saúde e em perfeitas condições, eu te aconselharia que não bebesse nem uma só gota de álcool durante a gravidez. Os dados de um estudo revelam que um de cada mil bebês nasce com más formações devido ao alcoolismo da mãe durante a gestação. Se você bebe, seu bebê pode sofrer consequências graves desse hábito para o resto da sua vida. 

Você sabia que a Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF) não tem cura? 

Os médicos concordam em que não existe nada que demonstre que a mínima quantidade de álcool não implique em risco para o feto. Isso quer dizer que ainda que a mulher reduza o hábito de beber durante a gravidez, não faz com que seu bebê esteja livre de sofrer a SAF. O melhor é não consumir nada de álcool antes e depois da gravidez. Não é recomendável em nenhuma situação. 

Os bebês que nascem com a Síndrome do Alcoolismo Fetal podem ter problemas físicos, mentais, evolutivos e funcionais. O álcool atravessa facilmente a placenta e o feto não está tão preparado como a sua mãe para eliminá-lo. Quando o feto recebe uma concentração de álcool durante os três primeiros de gravidez, essa substância evita que as conexões cerebrais do feto se formem adequadamente. Se ocorrer nos últimos meses de gestação, o álcool pode prejudicar gravemente o sistema nervoso do feto. A melhor forma para evitar essa síndrome é a prevenção. Como já disse anteriormente, a SAF não tem cura. No entanto, quando se faz um diagnóstico precoce, ou seja, antes dos seis anos de idade, pode-se melhorar o quadro da criança. As consequências se tornam maiores e mais graves à medida que as crianças crescem. 

Sinais da Síndrome do Alcoolismo Fetal

Pode-se suspeitar que uma criança sofra dessa síndrome quando o pequeno nasce com baixo peso, apresenta o perímetro cefálico menor do que o normal, lábio superior mais largo, pálpebras mais curtas, olhos menores, atraso no crescimento e intelectual, anomalias no coração, assim como em outros órgãos, problemas de coordenação, de escassas habilidades sociais, de aprendizagem, emocionais e de comportamento, além de algumas más formações como o lábio leporino. Isso não quer dizer que o bebê que tenha esses sintomas, sofra de SAF. Um diagnóstico preciso só o médico poderá apresentar. 

Vilma Medina

Diretora de Guiainfantil.com