Síndrome do Alcoolismo Fetal

A gestante não pode beber uma só gota de álcool durante a gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A ingestão de álcool durante os meses de gravidez representa um grande risco para a saúde do bebê que vai nascer. Ele poderá sofrer as consequências dos maus hábitos ou da falta de cuidado de sua mãe, para o resto de sua vida. Nos Estados Unidos, estima-se que de cada 750 bebês, um nasce com um quadro de problemas físicos, mentais, evolutivos e funcionais, conhecido como a Síndrome de Alcoolismo Fetal.

Prevenção e tratamento da Síndrome de alcoolismo fetal

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Os especialistas afirmam que a melhor forma para evitar a síndrome, é prevení-la. Como? Pois NÃO bebendo uma só gota de álcool (incluindo a cerveja, o vinho, licores, durante a gravidez. O álcool é perigoso, e não existem provas que permitam determinar exatamente que quantidade de álcool provocará anomalias congênitas. Cada mulher metaboliza o álcool de maneira diferente. O álcool atravessa facilmente a barreira placentária e o feto não está tão preparado como a mãe para eliminá-lo. Recebe uma concentração alta dessa substância, a qual permanecerá em seu organismo por mais tempo, podendo causar-lhe algumas lesões.

A síndrome não tem cura. No entanto, existem estudos que comprovam que um diagnóstico precoce, ou seja, antes dos 6 anos de idade, junto com um crescimento num meio educativo estável, pode melhorar o quadro da criança, a longo prazo.

Ingerir bebidas alcoólicas na gravidez causa grandes problemas ao bebê

Durante os três primeiros meses de gravidez, quando o feto está desenvolvendo seu cérebro, é onde residem os maiores perigos. Nessa etapa, a presença do álcool evita que as conexões cerebrais do feto se formem adequadamente. Isso não querdizer que estão livres do problemas as que ingerem álcool nos meses posteriores. Está comprovado que durante os últimos meses, o álcool pode prejudicar gravemente o sistema nervoso, que estará em pleno desenvolvimento.

As consequências da síndrome tendem a intensificar-se à medida que as crianças crescem e se aproximam da idade adulta. Nessa idade, podem aparecer problemas de saúde mental, falta de iniciativa, incapacidade para viver com independência, etc.

Sinais, sintomas e características dos bebês afetados

Se durante a gravidez você consumiu álcool, em grandes ou pequenas quantidades, e se preocupa que seu filho possa sofrer da síndrome, aqui vão alguns sintomas da síndrome que deve observar no seu filho. É necessário chamar atenção que, ainda que se encontre alguns sintomas em seu bebê, não quer dizer que o pequeno sofra da síndrome. Antes de tudo, deve-se consultar ao médico e ouvir seu diagnóstico. E repito: só o médico poderá avaliar, com mais profundidade, o caso.

Em geral, os bebês que sofrem da síndrome, podem apresentar:

- Baixo peso ao nascer.

- Perímetro cranial menor que o normal.

- Atraso do crescimento e do desenvolvimento.

- Anomalias no coração, no rosto e em outros órgãos.

- Epilepsia.

- Problemas de coordenação e de motricidade fina.

- Poucas habilidades sociais.

- Falta de imaginação ou de curiosidade.

- Problemas de aprendizagem emocionais ou de comportamento.

- Pouca memória e concentração.

No caso que seu filho seja adotado, as características acima mencionadas, também poderão servir para indicar a presença de uma síndrome de alcoolismo fetal, sempre sob supervisão médica. O diagnóstico da síndrome não é nada fácil. É necessário que todos, médicos, professores, pais, recebam formação e informação sobre o tema.