Mitos que envolvem crianças autistas

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Cada vez sabemos mais sobre o autismo, um transtorno permanente do desenvolvimento que se manifesta nos três primeiros anos de idade da criança. São estudos que têm contribuído a desfazer mitos ou informações falsas que circulam na sociedade.

Mitos sobre as crianças autistas

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1. A inteligência da criança autista. Entre as lendas urbanas que circulam sobre o autismo, a mais divulgada é a crença generalizada de que as pessoas com autismo possuem uma inteligência normal e inclusive superior à média, mas os estudos sobre o coeficiente intelectual das pessoas com autismo demonstram o contrário: 75% das pessoas com autismo apresentam uma incapacidade intelectual associada a este transtorno. 

2. Falta de afeto materno. Outro dos mitos que evidencia que o autismo era um transtorno muito desconhecido para a população em geral é que durante anos se pensasse que a causa do autismo era a falta de afeto maternal. No entanto, as pesquisas feitas neste sentido estão muito longe da realidade. 

O afeto materno não influencia no desencadeamento deste transtorno em crianças, pois agora se sabe que o autismo se deve quase em 90% a causas hereditárias. Sua origem obedece a uma anomalia nas conexões neuronais que é atribuível, com frequência, a mutações genéticas. 

O que é o autismo 

No Dia Mundial do Autismo, algumas organizações, como a Confederação Espanhola de Organizações em favor das pessoas com Incapacidade Intelectual (FEAPS) busca acabar com os estereótipos que prejudicam a imagem social das pessoas que têm este transtorno. Por esse motivo, as organizações querem, mais do que nunca, informar a sociedade para que ofereçam apoio às pessoas autistas, que são capazes de se comunicar, ainda que de forma diferente. 

O autismo é um transtorno do desenvolvimento, permanente e profundo. Afeta a comunicação, a imaginação, ao planejamento e reciprocidade emocional. Os sintomas em geral são a incapacidade de interação social, o isolamento e os estereótipos (movimentos incontrolados de alguma extremidade, geralmente das mãos). 

Para melhorar sua situação, as crianças com autismo podem utilizar alternativas de comunicação, gestuais ou de intercâmbio de imagens que ajudam na comunicação. Saber com antecedência as tarefas que vão realizar ou os alimentos que vão comer as ajuda a estabelecer uma rotina fixa que dá muita segurança a elas. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com