O desenvolvimento afetivo no primeiro ano do bebê

A troca de afetos entre o bebê e a mãe são fundamentais para seu bom desenvolvimento

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Durante os três primeiros meses de vida, o desenvolvimento afetivo do bebê está em plena evolução, ainda que suas demonstrações de afeto não sejam evidentes. O bebê precisa de proteção e cuidados, e a única coisa que os pais podem esperar do bebê é a expressão do seu próprio prazer: o sossego, a calma, e consequentemente o sono relaxado e seu apetite pelo leite materno

Todos os especialistas concordam que os intercâmbios afetivos do bebê com a sua mãe são fundamentais para seu bom desenvolvimento. O bebê se rege, desde o momento do seu nascimento, pelo princípio do prazer. O prazer é indispensável em todos os aspectos da sua vida, desde que experimenta as primeiras sensações ainda no ventre da sua mãe: os cheiros, batimento cardíaco, movimentos, vozes, etc. As sensações agradáveis são o eixo da sua existência e quando está desconfortável, mostra desagrado através do choro

O aleitamento materno ajuda a fortalecer o vínculo com o bebê

O desenvolvimento afetivo do primeiro ano do bebê

Durante os três primeiros meses de vida, ao receber o peito ou a mamadeira, o bebê estuda cada detalhe do rosto da sua mãe, segue seus movimentos e analisa suas expressões. O calor, o cheiro e o tato, assim como o tom da voz da sua mãe proporcionam ao bebê prazer e bem estar. O seio materno é o estímulo afetivo mais completo para um bebê nos primeiros tres meses de sua vida. 

Nessa etapa, a mãe pode estabelecer e fortalecer os laços afetivos com o seu bebê, enquanto dá de mamar:

- Tocando e acariciando a bochecha do pequeno. 

- Conversando com ele. 

- Fixando o olhar nas suas reações. 

- Concentrando toda a atenção no pequeno. 

- Evitando realizar outras atividades paralelas. 

As expressões de afeto do bebê 

A partir do quarto mês de vida, será o sorriso a reação que os bebês terão à imagem do rosto materno ou de outra pessoa. Também aos sons e ao tato, e começarão a responder às alterações ao seu redor. 

Alguns bebês podem se apegar a algum brinquedo, a uma boneca, inclusive a um lenço, uma mantinha, de forma afetuosa. Em geral, o desenvolvimento afetivo até os seis meses de vida, está regido pelo conceito oral, especialmente pelos intercâmbios alimentícios. A partir dos seis meses, a afetividade se intensifica através das brincadeiras e jogos, do estímulo que o bebê recebe para falar, para engatinhar, e em geral para incentivar sua autonomia e sua relação com o seu meio. 

Em algum momento dessa fase, o bebê vai estirar seus bracinhos para que sua mãe ou seu pai o pegue nos seus braços. Os bebês começam a se relacionar mais estreitamente com a pessoa que mais cuida deles, e pode manifestar temor às pessoas estranhas e agir com mais cuidado diante novas situações. 

Pouco a pouco, na medida em que se aproxima seu primeiro aniversário, os bebês conseguem se comunicar com maior clareza, expressando com gestos e palavra seus estados de ânimo e seus sentimentos. 

Fonte consultada:
- Waece.org
- Wikihow.com
- Psicopedagogia.com