Crianças à la carte: nasce o primeiro bebê com 3 pais

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Você acredita que é possível que nasça um bebê de 3 pais? Parece ficção, no entanto, isso se tornou realidade no México onde nasceu o primeiro bebê com DNA de 3 pais diferentes. 

Isso tem sido possível graças aos novos métodos de reprodução assistida, métodos não isentos de polêmica, já que possibilita conceber bebês à la carte mediante a manipulação genética, ou seja, permite aos pais que têm doenças genéticas raras ter bebês saudáveis. 

Nasce o primeiro bebê de 3 pais

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Foto: New Scientist

Abrahim Hassan é o nome do primeiro bebê com 3 pais, um menino que nasceu no México assistido por uma equipe de médicos americanos, que agora já tem 5 meses e se encontra em perfeito estado de saúde.   

Como pode ser que um bebê tenha 3 pais? O bebê foi concebido utilizando uma técnica de reprodução que utiliza DNA da mãe e do pai, além de uma pequena porção do DNA de um doador. 

Essa técnica permitiu que o bebê não nascesse com a doença genética que sua mãe portava nos seus genes, a Síndrome de Leigh, um transtorno letal que afeta o desenvolvimento do sistema nervoso. Os especialistas asseguram que este nascimento marca uma nova era na medicina, já que poderá ajudar a muitas famílias com esse tipo de doença. 

Bebês de desenho, sim ou não?

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A medicina avança em direção ao que parece ficção, no entanto, atualmente já é realidade. Hoje em dia se pode modificar o DNA de um bebê para que nasça saudável. Seria possível inclusive selecionar a cor dos seus olhos, estatura, resistência física ou inteligência. No entanto, que se tenha encontrado a forma de fazê-lo, não significa que esteja legalizado nem que seja considerado por muitos como ético. 

A manipulação genética sempre tem levantado críticas e aplausos em partes iguais. Por um lado, especialistas e parte da comunidade médica aplaudem o fato de dar a possibilidade a pais com doenças genéticas de terem filhos saudáveis. Permite que pais com fibrose cística, distrofia muscular ou outras doenças genéticas não passe esses transtornos aos seus filhos. 

Por outro lado, estão aqueles que pensam que essa técnica altera a própria natureza em si mesma e, além disso, não está isenta de riscos. Alguns cientistas têm publicado trabalhos que afirmam que não são métodos seguros. Explicam que os efeitos da modificação genética não se detectam até o nascimento do bebê ou inclusive podem não ser conhecidos até anos depois e essa alterações afetariam a gerações futuras.  

A comunidade médica não está de acordo, tão pouco os governos, já que essa técnica não está legalizada em muitos países. E você, o que acha? 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com