Quando uma criança é diabética

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O diabetes é a segunda doença crônica que mais afeta as crianças. Os casos aumentam ano após anos, levando as crianças afetadas a terem um alto grau de responsabilidade e controle para evitar problemas futuros. 

As crianças diabéticas podem ser muito responsáveis uma vez que aceitam sua nova situação. Elas vão ter que aprender a realizar suas análises, controlar sua comida, em outros casos, aplicar injeção de insulina e evitar situações indesejáveis e complicações que a falta de controle pode ocasionar. 

A adaptação da criança ao diabetes

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Ainda que as crianças aprendam tudo o que lhes ensinamos com facilidade, muitas vezes necessitam de um período de adaptação ao diabetes após serem diagnosticadas, porque “ter que fazer as coisas diferentes” não é fácil. Para os pais de uma criança diabética e para a própria criança, o tratamento da sua doença implica em uma atenção e supervisão constantes de muitas das suas rotinas, que no início pode afetar o seu equilíbrio emocional, até que assimile a nova situação em que se encontra.  

O diagnóstico de qualquer doença crônica como diabetes, hipertensão, doença celíaca, implica em um novo estilo de vida, podendo afetar o estado de ânimo da criança que o enfrenta e também a sua família. Qualquer doença crônica em qualquer etapa da vida leva a uma grande variedade de ajustes psicológicos no indivíduo que a padece, portanto é muito importante que o meio familiar possibilite o autocuidado da criança diabética, facilitando sua progressiva autonomia. 

Cada criança é única, diferente, e isso também é uma realidade na hora de enfrentar uma doença, e, por isso, terá seu próprio ritmo no processo de adaptação. Para ajudar a criança a conseguir enfrentar uma situação difícil é importante receber todo o apoio familiar, já que também terá que se integrar plenamente na escola e entre seus amiguinhos, para conseguir aceitar e ser responsável pelo controle do seu diabetes

A atitude da criança, da sua família e do meio em que vive é muito importante, já que estimulará e motivará a criança a controlar responsavelmente a sua saúde e a vencer os temores prévios, dando-se conta que poderá ter uma boa qualidade de vida, mesmo com alguma limitação. 

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