Os reflexos do recém-nascido

Os reflexos que medem a vitalidade do bebê recém-nascido

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os reflexos do recém-nascido são atos totalmente involuntários que vão desaparecendo com o tempo. Os especialistas acreditam que essas habilidades são, na realidade, uma herança dos nossos antepassados, que demonstra nossa origem, já que eram necessários para sobreviver no meio hostil em que viveram. 

Essas respostas podem ter ficado gravadas no nosso código genético para que o recém-nascido possa utilizá-las apesar de não ter o cérebro totalmente desenvolvido. 

Um exame de vitalidade para o bebê recém-nascido

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Estes reflexos lhe permitirão realizar ações surpreendentes que, agora não têm utilidade e servem para os especialistas avaliarem sua vitalidade e o seu estado de saúde neurológico. Assim, antes de sair do hospital, o neonatologista realizará no bebê o conhecido teste de Apgar que se baseia nas reações do bebê diante de alguns estímulos e os seus reflexos.

Graças à sua maturidade intelectual e emocional, ao final de alguns meses o bebê começará a manifestar reações voluntárias para interagir com o seu ambiente, ao mesmo tempo em que esses reflexos vão se perdendo. No entanto, não tente comprovar isso por você mesma. O pediatra é o especialista que sabe avaliá-los em relação à sua idade, sem prejudicar ao bebê. Leve em conta que podem ser um indicativo de que algo não anda bem. 

Os reflexos do bebê recém-nascido

1. Reflexo de Galant. Segurando o bebê de cabeça para baixo e ao passar a mão pela parta baixa das costas de um lado para o outro, pela área dos rins e em paralelo à coluna vertebral, o bebê arqueia ligeiramente o corpo para esse lado. Este reflexo o manterá até o primeiro ano. 

2. Reflexo de Moro. Quando o bebê estiver deitado numa superfície macia a gente o levanta levemente pelas munhecas e o deixamos ‘cair’ para trás. Ele abrirá os braços e depois os fecharão como se fosse dar um abraço (alguns pais podem pensar que é um susto). Logo ele chora. Essa mesma reação também se produz quando uma pessoa dá um baque forte, quando faz um movimento brusco ou quando se acende uma luz intensa. Acredita-se que é um reflexo defensivo que desaparece até o quarto mês de vida. 

3. Reflexo Preênsil. Consiste na habilidade do recém-nascido em agarrar com força qualquer coisa que roce a palma da sua mãe com o dedo ou uma corda. Trata-se de um reflexo remoto que permite ao bebê se segurar involuntariamente. O contato que se estabelece entre a pessoa que o agarra e o mesmo favorecem o vínculo afetivo. Geralmente pode desaparecer aos seis meses. 

4. Reflexo de busca. Aparece quando se roça suavemente sua bochecha ou no canto da boca. Então o bebê gira a cabeça nessa direção em busca de alimento e começa a fazer movimento de sucção com a boca. Pode desaparecer por volta dos quatro meses.

5. Reflexo de sucção. O bebê chupa quando é introduzido algo na sua boca. Pode-se apreciar já nas ecografias antes do nascimento e se intensifica até o terceiro mês e pode desaparecer até o sexto mês quando o ato de sucção é voluntário. 

6. Reflexo de preensão plantar. Aparece quando o bebê sente um roce na planta dos seus pés. Então recolhe os dedos para baixo, flexionando-os para se agarrar. Especificamente este é o reflexo que mais tempo permanece até o primeiro ano de vida. 

7. Reflexo de engatinhar. Ao colocar o bebê de cabeça para baixo, ele tentará movimentar suas pernas para avançar engatinhando. Será mais facilmente visível se você colocar seus polegares embaixo dos seus pés. Eles o servirão de apoio. Este reflexo desaparecerá aos três meses de vida. 

8. Reflexo de Marcha automática. É curioso ver como o recém-nascido tenta caminhar quando seguro pelas axilas e com um pé apoiado levanta o contrário para tentar dar um passo ou vários. Só se mantém até o segundo mês. 

Marisol Nuevo