A detecção da surdez nos bebês recém-nascidos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A comunicação e os seus diferentes sistemas para nos colocar em contato é uma das maiores conquistas da sociedade moderna. Mas, o que acontece quando uma criança ou uma pessoa não pode se comunicar porque não escuta ou não ouve bem? 

Aproximadamente 5 de cada 1000 crianças nascem com algum tipo de surdez e 1 em cada 1000 crianças a surdez é profunda. 

Meu bebê ouve bem?

Como detectar a surdez nos bebÊs

Quando a falta de audição não se trata da forma precoce nos bebês, estes não podem adquirir a capacidade de se comunicar, se atrasa a aquisição da linguagem e tudo isso dificulta o desenvolvimento emocional e intelectual da criança. No entanto, a identificação e o tratamento precoce das crianças com estes problemas de audição facilitam o desenvolvimento da linguagem, e ao mesmo tempo, isso melhora o seu aprendizado e comunicação. 

Por este motivo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) tem recomendado que para a detecção da surdez nos bebês recém-nascidos, todos realizem o exame de triagem neonatal (conhecido como o ‘teste do pezinho’) para a detecção precoce da hipoacusia congênita. Com a detecção precoce em recém-nascidos se pode chegar ao diagnóstico de hipoacusia antes dos seis meses e começar de maneira precoce o tratamento. Normalmente, até os dois anos não é possível detectar a surdez nas crianças que não tenham feito os exames ao nascer, e nesta idade, o atraso na aquisição da linguagem já é significativo. 

O exame de triagem neonatal para a surdez é um exame simples que não causa nenhum incômodo ao recém-nascido. O normal é fazer o exame entre as 12 e 48 horas de vida, antes de sair da maternidade. Em todo o caso, deve ser realizado no primeiro mês de vida, enquanto o bebê estiver tranquilo ou dormindo.

No entanto, além da prevenção da surdez desde o nascimento, sempre é difundido nos meios de comunicação sobre as pessoas se conscientizarem do nível de ruído. A contaminação acústica é uma das maiores agressões para a saúde dos ouvidos da sociedade. Este habitual excesso de ruído prejudica as funções auditivas e pode provocar hipoacusia ou perda da qualidade ou recepção do som.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha que a exposição ao ruído não superem os 65 decibéis (o limite recomendado é de 50 decibéis), ainda que na Europa o limite esteja acima dos 87 decibéis. No Brasil, estatísticas não oficiais mostram que cerca de 15 milhões de pessoas têm deficiência auditiva e que existam 350 mil surdos em todo o país.  

Os ruídos do tráfego e das obras, os locais com música muito alta, o mau uso dos equipamentos musicais com fones de ouvido, são algumas das outras causas da perda auditiva que tem deixado de estar associada aos idosos. 

Marisol Nuevo
Redatora de Guiainfantil.com

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