O estresse pós-férias e a volta à escola das crianças

Como ajudar as crianças na adaptação à escola após as férias

Vilma Medina

Vilma Medina

As férias terminam e o trabalho retoma com toda a força. Nesses dias se fala muito da Síndrome de Estresse pós-férias. Mas realmente existe a Síndrome pós-férias?  

Sim, existe. E habitualmente chamamos de Síndrome pós-férias. Nas consultas dos psicólogos cada vez mais tratamos mais pacientes que sofrem dessa síndrome. A frequência aumenta de acordo com as condições de vida, especialmente nas grandes cidades onde fica cada vez mais difícil.

Sintomas da Síndrome pós-férias

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É normal que, ao voltar das férias a gente se sinta triste e apático; as pessoas não são máquinas e notam a mudança ao incorporar a atividade cotidiana; o trabalho exige muito de nós, as tensões, os problemas, as rotinas, ou seja, uma agenda cheia de obrigações. O choque é brutal e nosso organismo sente. Mudam os horários, costumes e atividades, e o pior é que acontecem em meio a obrigações nem sempre prazerosas.

Entre outros problemas podemos destacar os seguintes sintomas: fraqueza generalizada, desmotivação, angústia, irritabilidade, perda de apetite, diminuição da capacidade de concentração, alterações de humor e inclusive pode acontecer somatizar com incômodos intestinais ou gástricos, dor de cabeça, insônia. Mas, o mais preocupante, sem sombra de dúvidas, é a profunda sensação de tristeza, apatia e falta de forças.

Fim das férias e volta à escola das crianças 

Em breve, a maior parte dos meninos e meninas terá que voltar à escola. Eles também tiveram que mudar seus horários e seus hábitos das férias ao ritmo escolar, mas ainda que as crianças sejam muito sensíveis às mudanças, elas se amoldam muito melhor às novas situações; no entanto, também necessitam de um pequeno período de adaptação para retomarem seus costumes habituais, seus horários de descanso e possam desacelerar seu ritmo de férias.

Como ajudar a criança para que a volta à escola não seja traumática? 

Os pais devem dar ênfase ao lado positivo de voltar à escola. As crianças voltarão a encontrar seus amigos, brincarão com eles nos intervalos, poderão continuar com as atividades extra-escolares que gostam... Quando chegam aborrecidos dizendo que não querem voltar à escola, que querem continuar de férias, os pais devem mudar automaticamente de assunto, perguntando a eles com quem brincou no recreio, como se chama o novo companheiro de classe, de tal forma que desviemos sua atenção aos aspectos positivos da volta às aulas.

É importante que os pais sirvam de exemplo aos seus filhos. Não podemos esquecer que eles aprendem muito do exemplo dos pais. Se elas virem os pais reclamarem da volta ao trabalho e como é enfadonho isso ou aquilo, como os filhos poderão imitá-los positivamente? Agindo com tranquilidade e positivismo as crianças também irão se adequar à sua vida cotidiana e será mais fácil para elas. 

Silvia Álava Sordo

Psicóloga e Diretora da Área Infantil 

do Centro de Psicologia Álava Reyes Consultores. 

Colaboradora de GuiaInfantil.com 

Blog de Silvia Álava Sordo

A síndrome pós-férias e as crianças

A síndrome pós-férias e as crianças

De que forma a síndrome pós-férias pode afetar as crianças? A síndrome pós-férias afeta cerca de 15% dos adultos, mas também afeta entre 5 e 8% das crianças, principalmente os filhos de pais que também sofrem com os sintomas dessa síndrome. Tristeza, apatia, queda de rendimento, falta de concentração, ansiedade e irritabilidade, são os principais sinais que podem indicar que uma criança esteja afetada pela síndrome. Se o quadro avança, as crianças podem sentir problemas físicos, dores de cabeça, de estômago e insônia.

A criança e sua adaptação à escola

A criança e sua adaptação à escola

Adaptação da criança na creche ou escola infantil. Conselhos para uma melhor adaptação da criança na escola. Nossa capacidade de adaptação às novas situações não se pode comparar com a capacidade de uma criança quando se depara com pessoas e lugares diferentes na creche.

Adaptação à escola de crianças com 2 e 3 anos

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A adaptação de uma criança de 2 a 3 anos a uma escola dependerá mais da atitude do pessoal docente e dos cuidadores do que da criança. Ela não sabe que vai à escola, mas o pessoal da escola deve estar preparado para recebê-la. Além disso, este trabalho de preparação deverá ser compartilhado com os pais.

Adaptação à escola de crianças de 3 a 5 anos

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Se o seu filho vai pela primeira vez à escola, veja como você pode ajudá-lo na adaptação escolar. Quanto antes trabalhar isso, melhor para ele e para você. É um momento delicado para toda a família. Tanto para as crianças veteranas como para as principiantes, a etapa de adaptação é, sem dúvida, muito importante.

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