Alimentos que favorecem a fertilidade

Que alimentos você deve evitar e quais potencializar para engravidar

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ainda que todos os micronutrientes tenham importantes funções no organismo, alguns deles têm papéis-chave na fertilidade feminina ou na concepção e no desenvolvimento do feto.

De fato, alguns alimentos podem ser prejudiciais para a fertilidade feminina, enquanto que outros favorecem a concepção.

8 vitaminas e nutrientes que favorecem a gravidez

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O excesso de Vitamina C poderia ser prejudicial para a fertilidade feminina, já que altera o muco cervical. No entanto, existem outros alimentos que você deve potencializar se estiver buscando engravidar:

1. Vitamina B: O hipotálamo, que regula mediante hormônios o apetite sexual, é muito sensível à deficiência em vitaminas do grupo B. Em particular, o fígado utiliza a vitamina B2 ou riboflavina para eliminar hormônios que já não se necessitam, incluindo estrógenos e progesterona. Em caso de escassez de riboflavina, o hipotálamo e a hipófise recebem mensagens incorretas sobre a necessidade desses hormônios e inibem a sua produção, associando-se com problemas de esterilidade e abortos espontâneos. A presença de outras vitaminas do grupo B favorece sua absorção.

2. Junto com a riboflavina, a Vitamina B6 ou piridoxina, e o zinco, imprescindível para a sua correta absorção, são essenciais para a formação dos hormônios sexuais femininos e o correto funcionamento tanto dos estrógenos como da progesterona. Seu déficit inibe a produção de progesterona em favor da produção de estrógenos. O zinco é, além disso, co-adjuvante de muitas enzimas relacionadas com a fertilidade. 

3. O ácido fólico é a única vitamina que se recomenda suplementar em caso de querer conceber um filho, já que previne defeitos no tubo neural. A utilização de contraceptivos hormonais desequilibra os depósitos, por isso são necessários 2 a 3 meses para assegurar que os depósitos estão cheios estão cheios. As Vitaminas C e B12 favorecem sua absorção. 

4. Além disso, junto ao ácido fólico, a Vitamina B12 tem um papel importantíssimo na síntese de DNA e RNA, o material genético do futuro bebê, por isso convém se assegurar de uma correta administração, sobretudo no caso de se seguir uma dieta vegetariana. O cálcio favorece sua absorção.

5. Quanto às vitaminas lipossolúveis, a Vitamina A tem grande importância no desenvolvimento embrionário e pode diminuir o aparecimento de cistos nos ovários. Alguns estudos, no entanto, têm constatado que doses elevadas de retinol podem produzir alterações fetais, por isso não convém superar a dose recomendada. 

6. Quanto aos minerais, níveis baixos de ferro, são relacionados com a infertilidade, enquanto que manter os níveis apropriados pode diminuir o risco de um aborto espontâneo. A Vitamina C potencializa a absorção de ferro presente em alimentos de origem vegetal. Da mesma forma que o ferro, o magnésio se relaciona com a proteção contra abortos e favorece a fertilidade. A assimilação da combinação desses minerais se vê potencializada pelo cálcio e as Vitaminas B6 e D, enquanto que as bebidas como a cafeína e o fumo limitam sua absorção, por isso convém evitá-las.

7. Ainda que só existam estudos em animais, o déficit de vitamina B1 ou tiamina se relaciona com problemas de ovulação ou de implantação do óvulo fecundado, e poderia ter o mesmo efeito no homem. Também se tem observado que a deficiência de magnésio pode provocar defeitos no processo de ovulação e na síntese de hormônios sexuais.

8. Em estudos preliminares, também se tem observado que, dado que a coenzima Q10 se encontra em níveis muito baixos em mulheres que tenham sofrido um aborto, um acréscimo extra poderia beneficiar mulheres que planejam seguir tratamentos de reprodução assistida.

Carlota Reviriego

Nutricionista