Perguntas e respostas sobre a placenta

A função da placenta na gestação

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A placenta é o órgão através do qual o bebê obtém da sua mãe o oxigênio e o alimento que necessita para se desenvolver dentro do útero. Como se forma, onde se localiza, que funções têm ou como se expulsa são perguntas que muitas gestantes se fazem ao longo da gravidez. 

6 coisas que você deve saber sobre a placenta na gravidez

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1 – Como a placenta se forma? 

A partir da segunda semana de gestação, e das mesmas células que provêm do espermatozóide e do óvulo que também formarão o feto. Este órgão segue evoluindo até o quarto mês, quando já está completamente formado. 

2 – Onde se localiza a placenta? 

A placenta pode se localizar na parte superior do útero. Somente entre as semanas 16 a 20 pode se estabelecer se sua localização for anormalmente baixa ou não, sendo denominada placenta de inserção baixa (ou placenta prévia). Uma vez implantada a placenta não se move. Mas, pode se deslocar e mudar de posição dentro do útero, já que este é como uma bola que se incha ao longo dos nove meses de gravidez.  

Normalmente a placenta está na parte anterior ou posterior do útero, sem chegar a fechar o colo uterino que é por onde o bebê tem que nascer atravessando o canal do parto. 

3 – Como é a placenta? 

A placenta humana é hemocorial (ou discóide), ou seja, que ao penetrar o tecido do feto no endométrio está em contato com o sangue materno. Trata-se de um órgão compartilhado: circulam partículas da mãe e do bebê em ambos os sentidos. 

4 – O que é placenta prévia? 

Chama-se placenta prévia quando a placenta está inserida na parte baixa do útero. A placenta pode ser oclusiva, se fecha por completo o colo do útero ou não oclusiva se o fechamento não for total. 

5 – Para que serve a placenta na gravidez? 

A mãe proporciona ao feto oxigênio, água e princípios imediatos; o bebê a caminho cede o dióxido de carbono e metabolitos. Recentemente se descobriu que células-mãe do feto passam à corrente sanguínea da mãe, que possuem uma grande capacidade regenerativa. 

A placenta é um órgão efêmero, ou seja, que tem uma duração determinada: a duração da gravidez. Por isso, na medida em que se aproxima a data do parto é normal que a placenta comece a envelhecer. Através da ecografia com Doppler se controlam as artérias umbilicais de que o fluxo de sangue e por onde os nutrientes e o oxigênio irão passar estão chegando adequadamente ao bebê. Dessa maneira se pode comprovar que o bebê está recebendo o que necessita para viver no útero apesar de que a gravidez esteja se prolongando e que a placenta continua cumprindo a sua função apesar do seu envelhecimento.  

6 – Que funções têm a placenta? 

- Nutrição: permite a alimentação ininterrupta do feto em desenvolvimento. O bebê extrai do sangue materno todos os elementos que lhe são necessários para sua existência: oxigênio, aminoácidos, ácidos graxos e glicose. 

- Eliminação de dejetos: o bebê transfere à sua mãe os produtos de dejetos que se produzem pelo seu metabolismo e que não pode ser eliminado por si mesmo dado que seus órgãos são imaturos e que se encontra num claustro isolado do mundo exterior; assim, se poderia dizer que a placenta permite ao feto purificar seu sangue utilizando os órgãos maternos. 

- Funções endócrinas: A placenta sintetiza estrógenos ou hormônios sexuais do tipo feminino, que têm um papel muito importante na implantação do embrião, do desenvolvimento das mamas e o lactogênio placentário, que controla o metabolismo materno e estimula o crescimento do bebê. Todos esses hormônios contribuem para assegurar de que o corpo da mulher vá atravessando as alterações apropriadas durante a gravidez.  

- Tolerância imunológica: A placenta e as profundas alterações imunológicas que a gravidez imprime sobre a mãe permitem que o bebê não seja atacado pelo sistema de defesa da mãe. 

- Proteção biológica: A placenta se comporta como um excelente filtro que impede a passagem de substâncias nocivas, parasitas, vírus e bactérias que poderiam afetar ao bebê, ainda que algumas substâncias e/ou doenças possam atravessá-la e causar-lhe danos significativos como o álcool, o cigarro, medicamentos fetotóxicos, rubéola, toxoplasmose, etc. 

Sara Cañamero de León

Matrona