A falta de iodo na gravidez

Especialistas afirmam que a falta de iodo na gravidez pode causar lesão cerebral no bebê

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Especialistas vinculam a falta de iodo na gravidez como principal causa evitável de lesão cerebral na criança. A falta de iodo na alimentação das gestantes pode acarretar doenças na tireoide e causar lesões cerebrais na criança durante a gravidez e no período de amamentação, problemas que podem ser agravados em países onde o peixe não é consumido diariamente e tanto a água como os alimentos naturais são pobres em iodo pelas características do solo. 

Iodo na dieta da gestante 

O iodo é um micronutriente essencial porque sua função é intervir na síntese de hormônios tireoidianos que participam no desenvolvimento cerebral, crescimento e regulação do metabolismo da criança. 

As necessidades mínimas do iodo são: 

- 50 microgramas por dia, desde o nascimento até os 12 meses 

- 90 microgramas por dia entre um e seis anos 

- de 120 a 150 microgramas diários na adolescência e idade adulta 

- entre 250 e 300 microgramas na gravidez e lactação 

Para obter a dose diária de iodo recomendada, uma grávida precisaria tomar cinco gramas diários de sal iodado ou 300 g diários de marisco ou 500 g diários de peixe ou três litros diários de leite de vaca ou seis quilos de alface ou seis litros de vinho. Como isso é impensável, e, para assegurar a ingestão de iodo durante a gravidez, os ginecologistas recomendam incluir um suplemento. Por isso podem receitar um suplemento diário com 200 microgramas de iodo desde o momento em que se planeje ter um bebê

De qualquer modo, é necessário seguir uma alimentação equilibrada que inclua verduras e peixe e utilizar sal iodado para condimentar a comida. 

Somente um alerta: um estudo feito na Universidade de São Paulo (USP), no ano de 2013, mostrou que o consumo excessivo de iodo durante a gravidez e lactação pode tornar os filhos mais propensos a sofrer de hipotireoidismo quando adultos.