Como o uso de smartphones e tablets afeta a saúde visual das crianças

O aumento de problemas visuais nas crianças pelo uso de dispositivos móveis

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os smartphones, os tablets, os computadores, os videogames fazem parte cada vez em idades mais precoces no dia a dia das crianças. Na realidade é um fato comprovado o seu benefício como ferramenta para estimular seu desenvolvimento cognitivo e motriz, mas o uso excessivo desses dispositivos tecnológicos pode prejudicar gravemente a saúde visual dos nossos filhos. 

Como o uso das novas tecnologias afeta a visão das crianças

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Nos últimos anos foi detectado um aumento de casos de astigmatismo, miopia, cansaço visual, e outros problemas da visão em idades muito precoces causados em certa medida pela excessiva exposição das crianças à iluminação dos aparelhos eletrônicos. 

O Plano Geral de Educação para a Saúde Visual Digital 2015 – 2020 (Espanha) elaborado pela Dra. Celia Sánchez-Ramos sustenta que as crianças menores de 2 anos não devem usar este dispositivo porque os seus olhos por estar em pleno desenvolvimento podem sofrer danos na retina irreversíveis ao se expor a esse tipo de luz de onda curta e telas LED. 

6 medidas para evitar problemas visuais em crianças pelo uso de tablets e smartphones 

1. Limitar o uso dos aparelhos a duas horas diárias para crianças entre 2 e 12 anos de idade.  

2. Estabelecer o brilho das telas ao mínimo. 

3. Descansar a vista a cada 25 minutos. 

4. Manter uma distância mínima do dispositivo de 40 centímetros. 

5. Proteger a vista das crianças com óculos ou lentes de contato. 

6. Revisar a vista das crianças desde o primeiro ano ou a partir dos dois anos de idade. 

Um dos principais fabricantes do mundo de tecnologia, Taiwan, promove um uso razoável dessa tecnologia nos adolescentes e proíbe o uso de tablets e smartphones para menores de 2 anos com multas aos pais de 1.400 euros em caso de descumprimento da norma. 

Os especialistas recomendam realizar um exame ocular completo por um especialista entre um e dois anos de vida das crianças, e a partir daí, salvo se detecte algum tipo de anomalia se aconselha realizar controles anuais até os 7 ou 8 anos de idade. 

Cristina González Hernando

Redatora de Guiainfantil.com