Adeus à amamentação

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O abandono definitivo da amamentação é um assunto de grande peso emocional para a mãe e para o bebê. Não sei quanto a vocês, mas eu sempre senti muita tristeza em perder definitivamente o vínculo tão estreito e próximo que estabelecemos com o nosso pequeno ‘bezerrinho’, não por pensar estarei privando-o de algo importante para ele, mas por um sentimento de perda do sentimento íntimo e amoroso que se estabelece entre mãe e filho durante a amamentação.

Mas, realmente não é uma perda, é uma mudança (uma de tantas no desenvolvimento da criança e da nossa maternidade) e devemos estar satisfeitas com as experiências vivenciadas até este momento.

O momento do desmame do bebê

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Seja qual for o momento, o desmame definitivo deve ser uma escolha pessoal, e ainda que haja certos aspectos que nos empurrem a isso, não existe uma data definitiva para terminar com o aleitamento. O ideal é que o desmame ocorra como iniciativa da mãe ou do bebê, e estarmos conscientes dos benefícios conferidos ao bebê e do desfrute vivido na experiência enriquecedora de amamentar

Geralmente, o momento do desmame chega com a iniciativa da mãe que terá que estabelecer progressivamente uma nova maneira de alimentar o seu filho, e outras são impostas ou forçadas pela criança que vai perdendo o interesse e deseja colocar um ponto final à amamentação, ainda que sua mamãe não apresentasse inconvenientes em continuá-la.

A mãe pode ter diversas razões para desejar o desmame definitivo: emocionais, pressões familiares, sociais, ou razões médicas, mas em qualquer caso sempre é preferível um desmame gradual e não forçado e brusco. Quando o desmame vem imposto por uma força maior, antes do que a mãe e o filho estejam preparados para a mudança, devemos nos informar e tomar as medidas oportunas para que não possam ser produzidos efeitos adversos nas mamas (peitos duros e doloridos) ou inclusive mastite produzida pela inflamação e posterior infecção pela falta de drenagem dos ductos mamários.

Estes transtornos físicos não ocorrem quando damos tempo aos peitos diminuindo progressivamente a sucção do nosso bebê, e do ponto de vista emocional também é muito mais fácil tanto para a criança como para a mãe.

Patro Gabaldón

Redatora de GuiaInfantil.com