Você daria uma dieta vegana ao seu bebê?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A alimentação dos bebês é um tema de preocupação para todos os pais. Estamos sempre preocupados com que nosso filho ganhe peso com regularidade, e por isso, o levamos para pesar toda semana e não mesma balança para que não haja diferenças. 

A gente se preocupa por não poder alongar o aleitamento materno devido à incorporação ao trabalho e estamos atentos para o momento em que devemos introduzir na sua dieta a alimentação complementar na hora certa, nem antes nem depois, para que o seu desenvolvimento seja ótimo. 

Os bebês podem seguir uma dieta vegana?

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Minha experiência na vida tem me demonstrado que os extremismos não trazem consequências positivas. Cada um é livre para fazer o que quiser, mas em matéria de nutrição, as crianças, por ter um organismo em desenvolvimento são um capítulo a parte. 

Os veganos são vegetarianos rigorosos que não comem nada que provenha de um animal. Segundo o regulamento vegano, eles não comem carne, leite, peixe, ovos, nem o mel. 

A morte recente de uma menina de onze meses que pesava 5,7 Kg quando o peso médio para uma criança da sua idade seria de 8 Kg. A pequena só se alimentava até então com o leite da sua mãe, que se nutria de acordo com o rigor da dieta vegana e apresentava uma falta de vitamina B12, que poderia estar relacionada com a dieta da sua mãe.

Durante o primeiro ano de vida existem uns parâmetros antropométricos que servem para compreender por que as necessidades nutritivas nessa etapa são proporcionalmente tão superiores às de uma pessoa adulta. Quanto ao peso, durante os primeiros 12 meses, o peso da criança é triplicado desde o nascimento. 

O tamanho passa de 45 – 50 cm ao nascimento para 75 – 80 cm no primeiro ano de vida, enquanto que no segundo ano só aumenta uns 20 – 25 cm, e depois entre 7 e 10 cm por ano. O volume do cérebro, durante os primeiros quatro meses aumenta (em média) dois gramas por dia. E isso, sem mencionar a dentição, que começa a partir dos quatro meses de vida e que depende do desenvolvimento ósseo. Por isso, é especialmente importante assegurar ao bebê uma alimentação suficiente e adequada, com o triplo objetivo de satisfazer suas necessidades nutritivas, prevenir e tratar diversas situações patológicas e criar bons hábitos alimentares.

As normas nutricionais para crianças estão hoje em dia marcadas pelas recomendações e informações técnicas da Organização das Ações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e estabelece um período de aleitamento materno até os seis meses (mínimo), um período de transição em que se vão introduzindo outros alimentos com prudência e de forma paulatina para não alterar o ritmo de amadurecimento digestivo e renal, e um período de amadurecimento digestivo que vai permitir que a criança faça refeições mais abundantes e menos frequentes. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com