Dicas para tirar a chupeta do seu bebê

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O momento de tirar a chupeta é objeto de uma impressionante quantidade de truques por parte dos pais para convencer a criança que, a partir de determinado momento, já não iremos contar com ela (a chupeta). O êxito dessa difícil tarefa de tirar a chupeta reside em que nós mesmos não nos preparemos para isso e saibamos persuadir aos nossos filhos com a motivação necessária.

A partir dos dois aninhos, ou antes, que a criança entre na escolinha, a maioria das mamães se pergunta sobre a necessidade de que o pequeno abandone definitivamente a chupeta (se é que não tenhamos conseguido antes), ainda que a estas alturas a criança nos solicite para dormir ou após algum acidente doloroso. Nesta idade já é bastante difícil que a criança recorra a chupar os dedos como alternativa à chupeta, já que sua necessidade de sucção é muito menor, assim que não devemos esperar mais. 

8 dicas para que o seu bebê possa deixar a chupeta

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É verdade que muitas vezes a gente não consegue ver o momento certo para enfrentarmos o abandono definitivo de um hábito bastante arraigado na criança. Naturalmente, a gente não se sente atraído com a idéia do nosso filho interrompa o seu sono e demande de mais atenção da gente em horas impróprias ou talvez a gente tenha medo que a criança não aceite nossa iniciativa, uma vez que a criança esteja enfrentando algumas situações, mudanças ou circunstâncias familiares que exijam que nós não aumentemos tensões ou tiremos privilégios.

Uma vez que estejamos preparados, eu posso dizer-lhes, por experiência própria, que a melhor coisa a fazer é não voltar atrás, aguentar um pouco e mostrar-se firme, e, sobretudo contar com a cumplicidade e colaboração do nosso filho. Nós o ajudaremos, mas será ele quem vai tomar a decisão final de desistir da sua amada chupeta. Aqui, é quando entra em jogo nossa imaginação para inventar histórias incríveis sobre a perda fortuita da chupeta ou para seguir rituais preparatórios para dar o grande passo. Já escutei todo tipo de histórias que talvez você possa utilizar:

- Falar com a criança para convencê-la de que já é grandinha. Outras crianças da sua idade, também grandinhas, já não usam a chupeta e vão pensar que ela ainda é um bebezinho. 

- A chupeta pode ser dada como oferenda a Papai Noel, aos reis magos, aos duendes, ao gato do vizinho, a um pássaro... Quase sempre em troca por um presentinho, por ela ‘ter crescido’.

- Dá-lo como um presente generoso a algum bebê menor que estiver necessitando mais. 

- Dizer à criança que perdeu a chupeta e não a encontra em lugar algum, ou após uma viagem fora da nossa cidade (ou aproveitar uma situação real em que isso tenha ocorrido verdadeiramente). 

- No dia do seu aniversário. Como ela já ‘é grande’, ela mesma decide tirá-la, como se fosse um ritual de passagem e joga a chupeta no lixo (esse é o meu preferido).

- Substituí-la por um bichinho de estimação que possa levá-lo consigo para a sua caminha na hora de dormir. 

- Também existem papais que a chupeta acaba se tornando em um objeto desagradável, mediante cortes no bico ou dando-lhe um aspecto feio.

- Aproveitar uma possível doença que afete a sua boca ou qualquer motivo que lhe faça rejeitar voluntariamente a chupeta.

Mais ou menos fictícias ou dramatizadas, estas medidas cumprem o seu objetivo na grande maioria dos casos, ainda que sempre devamos oferecer um reforço positivo, felicitando a criança pelo esforço e pela renúncia que estiver fazendo. Talvez elas demorem alguns dias, mas acabarão se acostumando. 

Patro Gabaldón

Redatora de GuiaInfantil.com