Bebês e papais pele com pele

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quanto mudou a relação dos pais com seus filhos, não é verdade? Nesses últimos anos, mesmo com a correria maior, nota-se que a figura do pai na maioria dos lares experimentou uma mudança tremenda. De um papai normalmente distante, e em alguns casos, ausente, avançou, e hoje se vê um papai muito mais participativo, entregue ao seu filho e conectado com ele pele a pele. Quanto nós evoluímos nesse sentido, não é mesmo? 

O vínculo paterno com os bebês

Hoje, os pais estão presentes na vida dos seus filhos desde o momento em que seus pequenos herdeiros nascem. Eles participam dos pré-natais, no momento do parto, inclusive alguns deles são os que cortam o cordão umbilical. Em alguns hospitais no Brasil e em outros países, bebês prematuros já podem entrar em contato com o pai, pele a pele com seus recém-nascidos quando as mães não podem fazê-lo. No Brasil é chamado Projeto ‘Pai canguru’. 

Existem mães que se vêem impossibilitadas de pegar seus bebês no colo no momento em que nascem. Essa situação ocorre, por exemplo, quando dão a luz mediante cesárea e necessitam de algumas horas para se recuperarem. O feito que os pais possam acolher seus pequenos rebentos nos seus braços, implicam em diversos benefícios imediatos e a longo prazo, para ambos. Fará com que os pais se sintam mais relaxados e tranqüilos, enquanto o bebê desfruta de muitas vantagens. O contato da sua pele com a pele do seu pai (e, quando puder, com sua mamãe) ajuda a regular sua temperatura e respiração, diminui as infecções e aumenta o sono profundo, o tato, a audição e o movimento, além de acelerar o aumento de peso, como também reduz o choro, facilitando a sua adaptação fora do útero. 

Ainda que os pais não possam substituir a mãe no que se refere à amamentação, o simples contato pele a pele com o seu bebê lhe transmitirá calor e proteção, ajudando a criar um vínculo afetivo, enquanto a mãe se recupera para finalmente carregar seu bebê no colo. Com atadura, ou uma fralda de pano, enrola-se a criança ao pai para que tenham contato pele a pele e desfrutem de alguns momentos juntos, inicialmente por 15 minutos. O tempo pode ir aumentando, podendo chegar à uma hora. 

Essa atitude do pai faz com que o homem perca o medo de lidar com o bebê e assuma a paternidade. É benéfico para toda a família e a mãe ficará mais segura em ter ao seu lado um pai participativo. 

Que sorte tem os pais de hoje, não? Podem desfrutar de alguns privilégios que antes, nem de longe passava pela nossa cabeça. 

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com