O momento ideal de levar o bebê à escola infantil ou a creche

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Qual é o momento ideal para deixar o seu bebê na escola, creche para que possa, depois de período de baixa por maternidade, voltar ao trabalho: Aos dois anos é muito cedo? Com que idade é recomendável levar pela primeira vez a criança à creche? 

Essa é a grande preocupação de muitas mães que se perguntam se é conveniente deixar o seu bebê na creche antes dos dois anos. Por motivo de trabalho, e em outros, por facilitar às crianças uma melhor adaptação à escola, o início da creche é cheia de dúvidas. 

Tenho que trabalhar será que posso levar o meu bebê à creche?

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Em geral, a idade mais recomendada para que o seu filho comece na creche é entre os 18 e os 24 meses de idade. Leve em conta que a partir dos 18 meses o bebê já possui autonomia: começa a andar, fala as suas primeiras palavras e já aprendeu a brincar com outras crianças e o contato com sua mãe já não é tão necessário. No entanto, não existe uma idade consensual entre os profissionais. A Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente recomenda a idade de três anos como uma boa idade para mandar uma criança a uma creche. 

Os especialistas indicam que durante os primeiros anos de vida o melhor lugar para o seu pequeno é o seu lar. Os especialistas em desenvolvimento infantil concordam que o ideal é deixar a criança na creche a partir dos 2 a 3 anos, mas não antes. A figura da mamãe e do papai, ou de uma figura representativa constante que o bebê possa tomar como referência durante os seus primeiros anos de vida é necessária para o adequado desenvolvimento emocional do bebê. 

Durante esses primeiros meses de vida, o bebê necessita de um contato direto com alguém todo dia e isso não pode ser satisfeito com uma coordenadora de creche, que tem que prestar atenção a outros bebês também. Portanto, não é uma questão de competência profissional, mas de desenvolvimento psicológico e de oferecer ao bebê o que ele necessita. Portanto, quando os bebês têm menos de 2 anos, se for possível, é mais recomendável que continuem em casa com seus papais.

No caso em que não possa estar junto ao seu bebê durante os seus primeiros meses de vida, você deve ter cuidado na escolha da creche. Tem que ser um local com pessoal especializado para atender a menores de dois anos e eu tenha atenção individualizada e estimulante para que o bebê se sinta muito amado, quase que como em casa. 

Na maioria dos casos são as necessidades dos pais e as circunstâncias familiares que determinam que o bebê tenha que ir antes ou depois à creche. Se tiver que ir um pouco antes, a creche será benéfica para o relacionamento com outras crianças, ganhar autonomia e se preparar para quando começar na escola. 

O seu desenvolvimento e sua linguagem podem ser favorecidos pela creche. Em geral, no jardim da infância, as crianças ganham autonomia, perdem o medo da separação da mãe e se relacionam com outras crianças. Por este motivo, outros especialistas no assunto consideram que a idade mais recomendável para que a criança comece na creche é entre os 18 e os 24 meses, já que a partir de um ano e meio a criança já tem certa autonomia.

Outro assunto que preocupa muito aos pais é o das doenças, já que quando os pequenos começam na creche podem começar com mucos em poucas semanas. O sistema imunológico do bebê é mais imaturo durante os seus primeiros meses de vida e evolui com o crescimento, mas por outro lado se ativa rapidamente diante dos estímulos dos agentes infecciosos como bactérias e vírus. 

Com o contato sucessivo com os agentes patógenos, as defesas da criança se fortalecem e o organismo ativará sua ‘memória’ imunológica quando entre de novo em contato com o mesmo vírus ou bactéria. Portanto, pode ser que a criança adoeça mais com frequência ou na escola. No entanto, em compensação, ela terá criado defesas para enfrentar os vírus e as bactérias em etapas sucessivas. No entanto, é importante que se trate de doenças diferentes, porque as recaídas podem implicar em defesas débeis ou insuficientes. 

Marisol Nuevo