iPal, a babá-robô que as crianças necessitam?

Vilma Medina

Vilma Medina

Ele ajuda a fazer os deveres, canta, dança, e exibe desenhos animados através da sua tela. É capaz de brincar e de reconhecer quando a criança está triste, contente ou chateada. Não se chama Mary Poppins, mas iPal. 

Sim, iPal é um robô, mas não é qualquer robô. Seus criadores (engenheiros chineses) asseguram que será uma revolução total nos lares com crianças. 

Como é o iPal, o robô que poderia cuidar dos seus filhos

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Sim, iPal parece fantástico. É quase perfeito: mede o mesmo que uma criança de 5 anos, não se cansa e tem uma paciência infinita com as crianças. Sempre terá recursos para entreter aos pequeninos. Tem grandes conhecimentos em todos os terrenos: é seguro, é dócil, de voz doce e tem algo que todas as crianças adoram: é um robô. 

Ipal lhes desperta na hora de ir à escola, se asseguram se as crianças tomaram o café da manhã e se escovaram os dentes. O robô aconselha que tipo de roupa vestir dependendo do tempo que estiver fazendo... E pode tirar fotos para enviar aos pais pelo smartphone

Como se isso fosse pouco, iPal sabe fazer trabalhos manuais, contar contos, e conhece vários idiomas, por isso pode ser um excelente professor para as crianças. Além disso, possui memória e um motor de aprendizagem para ir reconhecendo os interesses da criança e se adaptar melhor aos seus gostos. 

E as emoções? iPal está desenhado para reconhecer a tristeza, a solidão e inclusive a depressão das crianças. Quando percebe que a criança está triste ele tenta diverti-la. 

Por que iPal nunca poderá substituir uma babá ou responsável 

Os criadores de iPal, da empresa Avatar Mind, engenheiros na China e Silicon Vallwy estão mais que satisfeitos, encantados e muito esperançosos com seu robô. Funciona graças a 23 motores instalados por todo o seu corpo e está destinado a cuidar de crianças entre 3 e 8 anos. Mas, não podemos nos enganar... Você teria um iPal em casa? Você substituiria uma pessoa por um robô? Isso é tudo o que uma babá ‘normal’ ofereceria a mais do que o robô iPal: 

- O tato: As carícias e abraços quando a criança está triste não são iguais. A diferença? O tato da pele morna contra o frio contato do plástico de iPal. 

- A intuição: Algo que jamais terá uma máquina. Adiantar-se ao que possa ocorrer. Esse sexto sentido que as pessoas têm. 

- O olhar: O contato visual de um semelhante. Não esses olhos negros arredondados e cheios de cabos que se abrem e se fecham por impulsos. 

- Os sentimentos: iPal poderá reconhecer as emoções do pequeno, mas não pode mostrar emoções, porque não as têm. Talvez consigam que imite as emoções, que as represente. Mas, nunca serão autênticas. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com

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