Celebramos o Dia Internacional da Alfabetização

Vilma Medina

Vilma Medina

Parece um paradoxo que, enquanto algumas sociedades competem pelo acesso à tecnologia mais avançada e pelos avanços econômicos e bélicos, exista no mundo ainda 870 milhões de analfabetos, dos quais 500 milhões são mulheres.

A eles se somam os 113 milhões de meninos e meninas que não têm acesso à educação. E por não saber ler e escrever aumenta a desigualdade social, sobretudo as de gênero, já que são as mulheres as mais prejudicadas nessa equação. 

É suficiente saber ler e escrever?

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Um dos grandes desafios que permanecem ainda a nível mundial é a alfabetização das mulheres, marginalizadas historicamente do acesso a esses conhecimentos. No entanto, a experiência tem demonstrado que o investimento na educação das meninas e a consequente capacitação das mulheres se traduzem diretamente em uma melhor nutrição, saúde e rendimento econômico para as suas famílias, suas comunidades e para os seus países. De fato, torna-se inclusive mais eficaz que o investimento na educação masculina.  

A conquista da alfabetização básica em uma sociedade é um objetivo importante. Saber ler e escrever permite a cada um dos meninos e meninas de um país desenvolver um papel importante na vida social e econômica dessa sociedade. Ler e escrever parece uma frase simples, mas vai muito mais além dessa simplicidade. Significa saber preencher um formulário, interpretar um artigo de um jornal ou usar os números na vida cotidiana para preencher um cheque.

O que vai acontecer agora com todas as crianças que não conseguirem aprender a manejar um computador? Será um impedimento para o seu desenvolvimento? Um pedagogo brasileiro, Paulo Freire, disse uma frase muito eloquente que todos deveríamos meditar: ‘a alfabetização é mais, muito mais do que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e é a chave da porta do conhecimento’. Hoje, precisamente, que é celebrado o Dia Internacional da Alfabetização, desde o ano de 1967, é um bom dia para recordá-lo. 

Parece-me também importante recordar hoje uma rase da UNESCO, que diz assim: ‘um mundo alfabetizado não é simplesmente um mundo onde a população sabe ler e escrever, mas onde a educação é um dos meios, por excelência, que serve para potencializar as capacidades humanas e colocá-las a serviço do progresso e do bem comum’. Hoje, Dia Internacional da Alfabetização, a UNESCO pede aos governos, instituições educativas e a sociedade civil para priorizar e lutar contra o analfabetismo, que é o resultado, em boa medida, das reestruturações econômicas dos países que têm diminuído os gastos por habitante para a educação básica.

Parece imprescindível continuar com os esforços dos últimos 80 anos para erradicar o analfabetismo, a partir de uma acelerada escolarização para a maioria dos meninos e meninas de todo o mundo. Geralmente, os analfabetos são as pessoas com mais carência de recursos econômicos e com menos possibilidades de encontrar um trabalho digno para sobreviver. Estas condições aumentam as desigualdades sociais entre a população e diminuem a qualidade de vida dos seus habitantes. 

Marisol Nuevo

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Um livro pode se tornar no melhor aliado do seu filho. Nunca é cedo demais para introduzir os contos na vida das crianças. Muito antes de saber ler, os bebês podem se relacionar com os livros, pois são capazes de escutar, ver e sentir.

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Livros: o melhor presente para as crianças

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