Os medos na infância

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Vocês se lembram do conto ‘João sem medo’? João consegue se casar com a princesa por ser o mais valoroso do reino. O jovem que não tem medo de nada nem de ninguém e que tinha demonstrado sua valentia diante de inúmeros desafios para todos os habitantes do reino, na noite de núpcias ele se assusta com uns lambaris jogados pela esposa com água fria, e finalmente ele se assustou.

Não existe ninguém no mundo que não tenha medo, incluindo nosso ‘João sem medo’ do conto. O medo é um sentimento natural e benéfico para qualquer pessoa, seja criança ou adulto. Nós, os adultos e especialmente os que somos pais não devemos ignorar nem deixar de atender os temores dos nossos pequenos. Os medos dos nossos filhos, além de nos preocupar em excesso, também servem para medir o grau de maturidade, da tomada de consciência que eles já demonstram, através das suas experiências e suas recordações, de certos fatos desagradáveis que estão a serviço do seu instinto de sobrevivência. 

Temores e pesadelos das crianças

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Pessoalmente, eu já vivi certos temores com meus filhos, desde os repetidos pesadelos, ao medo do escuro ou da solidão e um autêntico pavor no momento do banho quando a água caia no seu rosto. Neste último caso (como pode acontecer em todos os casos) a solução veio sozinha. Durante o último verão, por ele mesmo teve a necessidade de se meter na água da praia e desfrutar junto aos seus companheiros de brincadeiras, espalhando água entre eles. O único esforço da minha parte era não molhar a sua carinha quando lavava o seu cabelo e proporcionar-lhe a compreensão que ele esperava. 

Também podem existir temores muito mais problemáticos e graves que talvez os pais devessem procurar um especialista, mas o que agora quero transmitir é que o seu filho já está amadurecendo e o reflexo disso é o temor de perder a alguém ou ter que enfrentar algo ou alguém que possa causar-lhe dano.

Para mim, o que sem dúvida me produziria uma imensa preocupação seria ter um filho que não tivesse medo de nada. Nossos filhos quando já conseguem andar é um perigo! Querem se jogar na piscina, atravessar a rua, jogar-se nos braços dos pais sem avisar e ainda são atraídos por todo tipo de objetos pontiagudos, cortantes e perigosos para a sua integridade física. 

Quem dera que o medo dos nossos filhos pudesse evitar que a gente não perdesse o sono

Patro Gabaldon

Redatora de Guiainfantil.com