Educar as crianças para uma sexualidade sadia

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O bebê desde muito cedo começa a tomar consciência do seu próprio ser, como indivíduo diferente da sua mãe, por isso, com poucas semanas ele fica hipnotizado olhando suas próprias mãozinhas e as leva à boca com muita vontade. Assim também o conhecimento da sua sexualidade começa normalmente a partir dos dois anos de idade, momento em que começam a comparar e observar suas diferenças anatômicas como o outro sexo e a ter curiosidade pelos seus genitais. 

O sexo está presente desde o nascimento e é frequente que tanto meninos como meninas despertem o interesse e chame a atenção deles o peito da sua mãe ou o pênis do seu pai. É muito normal que, assim como faziam com suas mãos, elas queiram explorar seus genitais, especialmente quando começam a ter interesse pelo xixi e pelo cocô.

Como educar crianças na sexualidade

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- A masturbação é muito comum entre os meninos. Os meninos, às vezes, começam a tocar nos seus genitais aos 18 meses de idade, tendência que se estabiliza quando os meninos chegam aos 3 ou 5 anos e logo diminui em frequência até a puberdade. Os meninos se masturbam por prazer, para se tranquilizar, ou simplesmente para se explorar, ato que parte da curiosidade natural que sentem pelo seu corpo. 

Podemos ter distintas formas de proceder, mas não devemos colocar as mãos na cabeça se o nosso filho descobre prazer em manipular seus órgãos sexuais, nem pensar que é anormal para uma criança tão pequena. Nossa atitude deve ser natural e relaxada, sem que a criança associe o ato do descobrimento ou desfrute dos seus genitais como algo negativo ou proibido. 

- Dependendo da idade poderemos falar-lhe mais ou menos claramente sobre os aspectos sexuais, mas o fundamental é controlar e vigiar para que a criança não fique obcecada com o assunto. As crianças não devem antecipar etapas de desenvolvimento, assim que, sem nervosismos devemos oferecer opções de treinamento e outras formas de desfrute e de relaxamento para a criança. 

- Além disso, devemos ensiná-las corretos hábitos de higiene com suas genitais (evitar que os manipulem com as mãos sujas, protegê-los com roupa interior em todo o momento e ensinar-lhes progressivamente como preservar sua intimidade: ir ao banheiro, vestir-se depois do banho e não mostrar suas genitais quando já são maiorzinhos. 

- Em respeito à intimidade dos outros também é importante: a criança deve respeitar o corpo dos outros, não importa se pequenos ou mais velhos. O toque e a exploração próprios são normais, mas devem entender que isso faz parte da sua intimidade e não estender a outras crianças.

- Algo fundamental é que as crianças não tenham influências externas, que as levem a tentar imitar comportamentos sexuais adultas. Jamais devemos deixar que uma criança possa ver imagens pornográficas ou aquelas para que não estejam preparadas psicologicamente e que mostrem uma sexualidade impulsiva e falta de afetos. 

- Para uma sexualidade saudável devemos fazê-las entender que o comportamento sexual é uma mostra de amor excelsa e única entre os adultos (os beijos, os abraços ou outras mostras de carinho entre papai e mamãe é a consequência natural de que se amam). 

- Em todo o caso deveríamos evitar que mostrem obsessão em experimentar com seu próprio sexo, já que muitas vezes é um reflexo da sua impulsividade ou de que a criança esteja vivendo situações de tensões ou de solidão

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