Todas as mulheres têm instinto maternal

Vilma Medina

Vilma Medina

Há alguns anos eu falei com uma mamãe da escola que me comentou que seus amigos e familiares ainda não podiam crer que, finalmente ela teria decidido ter filhos. Segundo ela, não tinha nenhuma predisposição natural: não gostava de crianças e essa idéia não a atraía em absoluto, e, no entanto, não contente com um, ela teve três filhos. Talvez para satisfazer ao seu marido? 

O instinto maternal parece que ser uma realidade até mesmo no reino animal, mas nem todas as mulheres, a priori, são chamadas à maternidade. Quando eu pergunto à minha pequena de seis anos o que ela quer ser quando for adulta, ela tem uma resposta muito clara: ‘Quero ser mamãe’. 

Desde pequenas, a maioria das meninas brinca com seus bonecos de serem mamães, e a nossa mamãe é o nosso modelo a seguir. A maternidade é uma opção que para muitas mulheres necessitará de condições prévias. 

As mulheres na maternidade

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Diferente dos outros mamíferos as mulheres podem renunciar serem mães e têm a capacidade de escolher. Mas, da mesma forma que qualquer outro mamífero, amamenta, lambe e dá calor às suas crias de maneira natural, também com as mamães os sentidos em proteger e manter a vida dos seus bebês (pelo menos de maneira geral). 

Durante a gravidez e depois do parto o corpo da mulher se coloca em funcionamento (física e emocionalmente) para despertar o ‘instinto maternal’. 

Os sonhos sobre os nossos filhos, nossos temores, o planejamento, a preparação ‘do ninho’, a subida do leite, etc. Isso tudo equipa naturalmente as futuras mamães; nos seres humanos, o componente cultural, histórico e social tem um peso que não existe em outras espécies. 

A psicanálise acredita que o desejo de ter um filho não responde a uma necessidade vital das mulheres, mas que é uma necessidade particular de cada mulher dependendo do seu pensamento e a maneira de entender a vida. 

Assim faria sentido que muitas mulheres optem em desfrutar da sua feminilidade renunciando à sua possível maternidade, já que esta se associa ao sacrifício e uma responsabilidade obrigada. 

Outras mulheres decidem não serem mães, não porque não lhes agrade a idéia, mas porque sua situação emocional não seja a adequada para oferecer a um futuro filho. Mas, independentemente do que dizem as teorias da psicanálise existem mulheres que têm um desenvolvido instinto maternal

Algumas mulheres entendem a maternidade não como algo esperável, social ou natural, mas como uma chamada insistente em se doar a outros, inclusive a filhos não nascidos de suas entranhas, uma necessidade vital que dá continuidade e transcendência à sua própria pessoa e talvez provenha da sua própria vivência pessoal. 

O contato íntimo com o bebê durante os primeiros dias depois do nascimento parece despertar esse instinto; de fato, os nossos sentimentos em relação ao nosso bebê mudem. 

Algumas mulheres que decidem, por diferentes causas, dar aos seus filhos em adoção ou que sentiram rejeição diante de uma gravidez não desejada mudam de opinião após o parto. Chamemos ou não de ‘instinto’, desde sempre, afloram na maioria das mulheres (e homens) a proteção e o cuidado pelo novo ser humano que está para nascer. 

Patro Gabaldón

Redatora de GuiaInfantil.com

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