Não só da maternidade vive uma mulher

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Eu adoro o papel de mãe, eu me apaixono estar com minha filha, caminhar, assistir filmes, dançar, brincar, sair, cozinhar e fazer um monte de coisinhas com e para ela, mas existem momentos em que uma voz se desperta do meu interior, ‘grita’ e quer sair. É a necessidade de voltar a ser somente eu mesma, de ‘tirar-me a roupa’ de mãe e vestir uma ‘roupa’ que muitas vezes a gente deixa estacionado de lado em nossas vidas pelos filhos: esse ‘modelo’ de mulher. 

A maternidade traz felicidade, mas não deve ser o único foco da sua vida

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Desde que sou mãe eu me converti em uma pessoa diferente e melhor. Experimentei um grau superior de dignidade, de entrega, de prazer... Quando eu me ‘batizei’ como mãe acredito que subi um monte de degraus em minha vida em direção à plenitude. Sigo nisso, mas às vezes eu necessito mudar de papel para ser somente eu mesma, porque no final das contas os filhos não podem ser o leme de nossas vidas, ainda que sejam e serão sempre as pessoinhas mais importantes delas. 

Eu adoro minha filha, mas também amo ir ao cinema, ao teatro, ou jantar fora, sozinha com meu esposo. Eu necessito dedicar um momento para estar e desfrutar com ele. E não apenas isso. Também necessito estar com meus amigos, conversar, rir e comer com eles, ainda que acabemos como sempre falando dos filhos, claro. Os filhos muitas vezes monopolizam toda nossa atenção e conversas, mas acredito que não são eles os responsáveis, e sim nós, as mães. 

Desde pequenos, como os filhos são tão dependentes da gente, nós acabamos perdendo o rumo de nossas prioridades, ainda que no fundo saibamos que para cada coisa tem sua hora e o seu momento. É possível cuidar dos filhos sem deixar de ser única nos seus desejos e necessidades. É possível cuidar dos filhos sem ter que deixar o trabalho que tanto lutou. Também cultivar as amizades. Quantos amigos, quantas oportunidades profissionais ficaram pelo caminho por não ter tido tempo ou organização para dar-lhes atenção, não é verdade? 

Os filhos não são nem devem ser estorvos nem obstáculos para que sejamos mulheres. Hoje, especialmente quero ter pelo menos um par de horas sozinha, sem trabalho, sem filhos, sem cachorro, sem tarefas de casa, sem obrigações... E quem sabe me dou um presente em alguma loja, vá ao cabeleireiro ou à academia. Ou simplesmente caminharei olhando para o céu para renovar as forças. Que tal você fazer o mesmo ou algo diferente e inusitado? Curta muito o seu Dia Internacional da Mulher

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com