A espinha bífida já se opera dentro do útero

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

As operações em bebês dentro do útero já são uma realidade e os resultados são muito positivos. Os especialistas do Hospital Vall d’Hebrón de Barcelona se converteu na primeira equipe do mundo em operar, com uma nova técnica baseada em compressas de colágeno e elastina a um bebê de 24 semanas com espinha bífida. 

O bebê que se chama Esther nasceu sem as graves sequelas da doença. Por um ano pôde caminhar com normalidade, ainda que possa ter problemas para controlar os esfíncteres. A espinha bífida ou mielomeningocele é uma malformação congênita que gera alterações no aparelho locomotor, urinário e no cérebro (hidrocefalia), já que afete o fechamento da coluna vertebral e da medula espinhal. Isso provoca que o líquido esteja em contato com o sistema nervoso e produz seu deterioro. 

Em que consiste a operação de espinha bífida no ventre materno

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A intervenção consiste em abrir o útero como se fosse uma cesárea para poder ter acesso à coluna do feto e corrigir a malformação isolando com uma compressa a medula do líquido amniótico. A nova técnica de Vall d’Hebron consiste em tapar a medula com uma compressa especial de colágeno e elastina que se gruda em cima do defeito, sem tocar a pele. Na medida em que a criança cresce se substitui por pele, de forma que quando o bebê nasce o defeito estará fechado e recoberto por sua própria pele. Depois, volta a fechar, introduz-se de novo o líquido amniótico extraído e a gestação se prolonga depois da operação até que nasce mediante cesárea. A boa notícia é que o bebê recupera em cinco meses, boa mobilidade. 

Uma nova porta de esperança se abre com o avanço médico no campo da cirurgia intrauterina. Atualmente, uma boa medida para evitar os defeitos do tubo neural como a espinha bífida nos bebês é preveni-los mediante a ingestão de ácido fólico desde três meses de engravidar.  

O ácido fólico também é conhecido como Vitamina B6, tem provado ter uma ação preventiva altamente eficaz na prevenção de defeitos do tubo neural como a espinha bífida. Os especialistas recomendam tomá-lo antes da gestação e durante os três primeiros meses de gravidez, ainda que na maioria das gestantes, a ingestão de ácido fólico se mantém durante toda a gestação. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com