O risco de usar o telefone celular na gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O que faríamos hoje em dia sem o telefone celular? Numa certa manhã você o esquece em casa, ou a bateria acaba e a rotina do dia muda para pior. Você se sente desconectada e fica faltando alguma coisa... Para a maioria da gente o celular não é apenas um telefone. É agenda, internet, facebook, twitter... 

Sem nos dar conta fazemos uso indiscriminado do celular sem pensar como as ondas magnéticas podem ser prejudiciais para a saúde, sobretudo durante a gravidez

Usar o celular na gravidez, um dilema

o-risco-de-usar-celular-gravidez A 

Precisamente isso é o que uma equipe de pesquisadores do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas da Universidade de Yale se perguntou e chegaram à conclusão de que o uso do celular durante a gravidez pode causar posteriores transtornos de comportamento no bebê e pode afetar o desenvolvimento cerebral do feto, o que poderia dar lugar a problemas de concentração e hiperatividade. 

O experimento foi realizado com camundongos prenhes, que foram submetidos à radiação de um telefone celular desligado e em silêncio, colocados em cima de sua jaula. A equipe mediu a atividade elétrica do cérebro de camundongos adultos que foram expostos à radiação e realizaram neles uma série de provas psicológicas e de comportamento. Os pesquisadores encontraram respostas em que os camundongos que foram expostos à radiação tinham a tendência a serem mais hiperativos e tinham diminuído sua capacidade de memória.

Acredita-se que essas mudanças no comportamento se devem ao efeito que causam durante a gestação dos camundongos às ondas magnéticas sobre o desenvolvimento dos neurônios na região co córtex pré-frontal do cérebro. E essa descoberta está relacionada com o Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que é um transtorno que se localiza na mesma região do cérebro. 

No entanto, ainda é muito cedo para relacionar as consequências das radiações do telefone celular em camundongos e em humanos, já que a gravidez dos roedores só dura 19 dias e as crias nascem com um cérebro menos desenvolvido que os bebês humanos, por isso serão necessárias mais pesquisas adicionais para determinar se os riscos potenciais de exposição à radiação são similares durante a gravidez em humanos. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com