Ser mãe apesar dos riscos da gravidez e do parto

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando os casais levam anos tentando ter um filho e buscam ajuda médica para consegui-lo, ter até 2 filhos é o sonho da maioria. No entanto, devido ao imenso desejo de serem pais, muitos não param para refletir sobre os riscos que implica uma gravidez múltipla, já que é considerada uma gravidez de alto risco

Pelo menos é isso o que revelou um estudo realizado pelo Instituto Marquès, que entrevistou 980 casais sem filhos de 31 países que tinham feito tratamentos de reprodução assistida. Ainda que existam grandes diferenças entre países, na Espanha, Itália e alguns países nórdicos como a Noruega, mais de 60% dos casais manifestam que desejariam gêmeos e somente entre 20 e 30% queriam que a gravidez fosse única. Por outro lado, em países como a Alemanha ou França, esta porcentagem se reduz pela metade e somente 30 e 40% dos casais, respectivamente, gostariam de ter dois bebês ao mesmo tempo. 

Os casais preferem gêmeos

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Quando uma mulher teme não chegar a ser mãe é capaz de correr todos os riscos para conseguir o seu sonho de ter um filho, apesar de que com uma gravidez múltipla de dois ou mais bebês se aumenta o risco de hipertensão e diabetes na gravidez, de parto prematuro, de bebês com baixo peso ao nascer, de cesárea e de mortalidade perinatal. 

No entanto, em favor da ciência e dos avanços em técnicas de reprodução assistida, a gente tem que dizer que nos últimos anos o índice de partos múltiplos nos tratamentos de reprodução assistida tem se reduzido consideravelmente. Isso se deve aos últimos avanços da Biologia Reprodutiva que permitem atualmente o cultivo dos embriões até o seu quinto dia de desenvolvimento, evitando o risco de gravidez múltipla. A análise genética dos oócitos (ou ovócitos) ou embriões também tem contribuído para transferir menos embriões e de melhor qualidade. A escolha dos embriões, inclusive com maior potencial para se implantar e dar lugar a uma gravidez permite transferir menor número de embriões, inclusive só um, sem reduzir as taxas de êxito. 

Atualmente, o nascimento de trigêmeos é um fato excepcional. A incidência natural de partos de gêmeos é de 0,8% dos partos, e hoje em dia, nos países avançados o parto de gêmeos é de 1,6% dos partos. Aparentemente, a crença de que hoje em dia nascem mais gêmeos pelas técnicas de Reprodução Assistida reflete que, na realidade, está crescendo o número de pessoas com problemas de fertilidade que recorrem às clínicas para serem pais. 

Marisol Nuevo

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