Salário mínimo para crianças com microcefalia no Brasil

Vilma Medina

Vilma Medina

Em breve o governo brasileiro irá anunciar benefício para crianças com microcefalia, desde que pertençam a famílias com renda mensal até R$ 220,00 (duzentos e vinte reais) por pessoa. 

Em todo o Brasil, crianças diagnosticadas com microcefalia terão direito a receber um salário mínimo todo mês como forma de ‘aposentadoria’. O governo brasileiro busca ajudar famílias sem recursos com bebês com má-formação. Embora a microcefalia possa ter outros fatores causadores, a grande maioria dos bebês com microcefalia está ligada à contaminação com o zika vírus através do mosquito Aedes aegypti, que transmite também a dengue e a chikungunya. 

Proteção às crianças com microcefalia

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O Ministério da saúde já tem em mãos os municípios em que já foram registrados casos de microcefalia para, juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Social, monitorar esse benefício social. 

De acordo com o BPC (Benefício de Proteção Continuada), a garantia de 1 salário mínimo para idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência que não tenham condições para sustento familiar também será ampliada às crianças com microcefalia. 

De acordo com o Ministério da Saúde já constam quase 4.000 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. 

A microcefalia traz consequências para toda a vida do bebê que necessitará de cuidados especiais e tempo para cuidá-los. 

Como pedir o benefício para bebês com microcefalia 

Primeiramente será necessário o agendamento de uma perícia no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) através do telefone 135. Serão necessários o número de identidade e o CPF da criança para solicitar o agendamento. Após avaliação médica e social a criança poderá contar com o benefício. 

Devido a constantes greves no INSS, os agendamentos serão feitos até abril e maio e terão prioridade. Caso o pedido seja negado ou demore por mais de dois meses só restará entrar na justiça para requerer o benefício.

Zika vírus. O que é e como acontece o contágio

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O zika vírus é um vírus transmitido por um mosquito que vive em zonas tropicais. Chama-se assim porque o primeiro caso reconhecido desse vírus se localizou nos bosques de Zika, em Uganda (África) em 1947. O vírus se estendeu a outros continentes. Em 2015 se deu o primeiro caso de zika vírus na América do sul. Especificamente foi em Salvador (Bahia). Em vista do alarmante aumento de casos no país, o zika foi catalogado rapidamente como epidemia.

As 4 doenças que transmite o mosquito Aedes aegypti

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O Aedes aegypti é um mosquito diminuto de apenas 7 milímetros, mas é capaz de transmitir numerosas doenças diferentes, entre elas se destacam estas quatro: a dengue, o zika vírus, a febre amarela e a chikungunya.

O zika vírus pode ser transmitido através das relações sexuais

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O zika vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti e, ainda que seus sintomas não sejam muito graves em geral (febre, dores musculares e nas articulações ou erupções cutâneas), ele pode ser muito perigoso em gestantes, já que está relacionado com casos de microcefalia em bebês nascidos de mulheres infectadas pelo vírus durante a gestação.

Colômbia e El Salvador pedem evitar gravidezes por causa do zika vírus

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Os Ministérios da Saúde de países como Honduras, Equador e Colômbia estão recomendando às mulheres que evitem engravidar durante o ano de 2016, e, em alguns casos como El Salvador também em 2017. A razão? O zika vírus, cuja propagação está aumentando os casos de microcefalia em bebês nascidos de mães que se infectaram durante a gravidez.

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O zika vírus é transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti e, ainda que seus sintomas pareçam não ter muita gravidade (febre, erupção cutânea ou dores musculares), trata-se de um vírus potencialmente perigoso quando a infectada é uma mulher grávida já que está relacionado com o nascimento de bebês com microcefalia.

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