As crianças que vivem e convivem com a AIDS

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ainda são muitos que pensam que o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) afeta somente aos adultos. O HIV também mudou o rumo da vida de milhões de meninos por todo o mundo. Em parte, porque herdam o vírus da sua mãe ou porque ficam órfãos com a morte dos seus progenitores por causa da doença. De uma forma ou outra, a AIDS tem alterado negativamente a vida de muitas crianças. 

A transmissão da AIDS para as crianças

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Quase não se fala da transmissão do HIV a crianças. A grande maioria de crianças portadoras do vírus se contagiou através da transmissão vertical (da mãe para o filho) ou por transfusão de sangue infectado. Alguns contraem de uma maneira mais traumática, através de estupro ou abuso sexual por alguém infectado. De todas as formas, as crianças não percebem a gravidade do seu estado. Não sabem o que está acontecendo com ela, nem conseguem o que ocorre com seu pai e/ou mãe. Sofrem o prejuízo da doença na sua própria carne. E é assim que acontece em todas as partes do mundo. Quase não se fala da transmissão do HIV com crianças. É muito difícil explicar às crianças o que significa a AIDS. 

Em Talkingwithkids, encontrei um documento muito interessante. Não só ensinam como falar com os filhos sobre o álcool, as drogas, o sexo e a violência, como também sobre HIV e a AIDS. O que é, como se previne e como acontece o contágio, etc. Crianças bem informadas são crianças mais seguras e protegidas. Claro que a explicação deve ser dada de acordo com o nível de capacidade de cada criança para entendê-la. Cada coisa na sua hora e no seu devido tempo. 

Como qualquer doença grave, como é o caso do câncer, ou do diabetes, é fundamental que seja diagnosticada o antes possível. Um informe da ONU assegura que o diagnóstico precoce e o tratamento salvariam a vida de 75% das crianças que nascem com HIV. No Brasil 11 mil pessoas morrem todo ano em decorrência da doença. 

Nos países menos desenvolvidos, os números aumentam na população infantil. Além disso, o tratamento de crianças pequenas está cheio de obstáculos. Primeiro pela falta de tratamentos antirretrovirais que ofereçam uma dose adequada às crianças. Seu sistema imunológico não está preparado para enfrentar a um vírus que luta contra elas, por isso apresentam um risco maior em desenvolver AIDS. 

As crianças possuem mais células suscetíveis de serem infectadas, por isso o vírus chega a muitos órgãos, e podem causar infecções graves muitas vezes irreversíveis. O perigo para as crianças é muito maior do que para os adultos. 

O dia primeiro de dezembro é celebrado o Dia Mundial da Luta contra a AIDS. As últimas estatísticas mostram que ainda existe muita coisa a ser feita, apesar das inúmeras campanhas existentes. Em todo o caso, a gente deve continuar acreditando que todo o esforço para prevenir essa doença deve ser amplamente divulgado através da educação.