Benefícios do aleitamento materno prolongado para os bebês

O que é o aleitamento materno prolongado e quais vantagens tem para o bebê

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O leite materno é o melhor alimento para o bebê. Está pronto para cobrir todas as suas necessidades nutricionais desde o nascimento e segundo a OMS é o único alimento que o bebê deveria receber até os 6 meses de vida. Mas, o leite materno não contém somente nutrientes, e amamentar não é só alimentar ao bebê, mas cobrir, além de tudo, suas necessidades afetivas e emocionais e ajudar no desenvolvimento do seu sistema imunológico. 

A partir dos seis meses, o bebê está preparado para ir conhecendo outros alimentos, sabores e texturas, quando começa a alimentação complementar. O que acontece então com o aleitamento materno

O que é o aleitamento materno prolongado

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O leite materno deve continuar sendo a base da alimentação pelo menos até o primeiro ano de vida, cobrindo a grande maioria das necessidades nutricionais do bebê, enquanto que o resto dos alimentos só o complementam, e não o contrário. Mas, até quando seguir amamentando? 

A OMS é clara a respeito. O aleitamento materno deve se prolongar até os dois anos e a partir daí, até que a relação mamãe e o bebê decidam. 

Como mamíferos que somos, nosso sistema digestivo está preparado para digerir o leite materno, mas esse deveria ser o único leite que deveríamos tomar, e após o desmame natural, nenhum leite de outro animal é, nutricionalmente falando, necessário. É certo que o leite contém consideráveis quantidades de cálcio, também Vitamina D, e que é uma fonte de energia atrativa e de fácil ingestão, já que um copo de leite (200 ml) integral proporciona cerca de 125 Kcal. No entanto, nada disso o torna imprescindível na dieta infantil ou do adulto, uma vez que os micronutrientes que proporciona podem ser obtidos facilmente de outras fontes.  

6 grandes benefícios do aleitamento materno prolongado

O leite materno, no entanto, apresenta outros benefícios. O leite materno contribui, entre outras coisas, desde o nascimento e até o desmame, seja qual for a idade em que aconteça: 

1. Uma ampla gama de micronutrientes (vitaminas e minerais).

2. Proteína do mais alto valor biológico. 

3. Enzimas e outros co-fatores que participam em importantes reações no organismo, muitas delas no cérebro. 

4. Bactérias que contribuem para manter a microflora intestinal. 

5. Anticorpos, imunoglobulinas e outros fatores de proteção imunológica. O sistema imune de um recém-nascido está obviamente muito menos desenvolvido que o de um bebê de 6 meses e este, por sua vez, menos do que um bebê de dois anos, mas o leite materno, por ser um produto vivo proporciona a proteção imunológica requerida em cada momento. Especificamente, ao entrar em contato com um novo antígeno (vírus ou bactéria), os primeiros anticorpos aparecem aproximadamente às 4-5 horas no leite materno, somando-se aos que o próprio bebê produz aumentando assim suas defesas. 

6. Proteção extra implica também na carga bacteriana presente, que tem como origem o trato gastrointestinal materno, e que, por um lado estimula o sistema imune para assegurar o seu ótimo desenvolvimento, e por outro compete com possíveis patógenos com os que o bebê possa estar em contato. 

Longe de se converter magicamente em água, como muitas vezes as mulheres que amamentam passados os seis meses podem escutar, o leite materno continua sendo o melhor leite que o bebê ou criança pode receber, e o aleitamento materno continua sendo alimento e conforto como o era no primeiro dia. 

Carlota Reviriego

Nutricionista