Como ajudar a criança a entender a deficiência

O exemplo e a empatia para ensinar a agir diante da deficiência

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Conhecer todas as deficiências se torna em uma tarefa muito complexa, já que existe um amplo leque delas. Mas, por trás de toda deficiência existe uma pessoa que deve ser conhecida e valorizada da mesma forma que outra sem nenhuma incapacidade aparente. 

Para isso, os pais ou familiares mais próximos têm um papel fundamental sobre como uma criança agirá com um companheiro ou amigo com deficiência. De acordo com a teoria de Albert Bandura, as crianças aprendem por imitação, seguindo o modelo dos pais, sobretudo no que se refere a habilidades ou comportamentos sociais.

Como ensinar ao seu filho reagir diante da deficiência

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A família da criança é, em parte, responsável em como o pequeno agirá diante da diversidade. Muitas vezes, os pais, por falta de informação, têm atitudes negativas que impedem que o filho veja a pessoa antes da deficiência. As mais frequentes são (atitudes negativas): 

- Afastar a criança de uma pessoa em uma cadeira de rodas, o que pode criar uma sensação equivocada que a deficiência é contagiosa. 

- Pergunta inocente: ‘mamãe, porque ele vai num carrinho?’ – Resposta errada: ‘porque não está bem’.

- Não toque nele porque pode machucá-lo! Transmitindo medos ao filho.  

Tudo isso pode ser imitado pela criança, criando assim uma visão equivocada da deficiência que afetará os valores e a convivência entre iguais com ou sem deficiência. 

É óbvio que uma criança de 5 anos não entenderá o que é uma tetraplegia, mas pode aceitar que ande de outro modo diferente a ela sem a necessidade de transformar a diversidade funcional em uma doença. Da mesma forma que a criança deve ver com normalidade a diferença de cor de pele, religião, idioma. Os pais devem ensinar esses valores de respeito e empatia à cadeira de rodas, a bengala, a linguagem de sinais, etc. 

Como ensinar as crianças a respeitar outras pessoas com deficiência

- Explicando a elas através de contos onde existam personagens com deficiência. 

- Incluindo crianças com deficiência nos seus desenhos

- Realizando brincadeiras e jogos para trabalhar os sentidos. Assim se vê e se sente o que passa quando não se pode ver ou ouvir, e isso incentiva a empatia. 

- Incentivar a brincadeira com crianças com deficiência, seja com companheiros de classe, amigos ou vizinhos. 

Assim, os pais e familiares, junto com o restante da sociedade, são os melhores formadores de opinião mediante o exemplo, no que se refere ao respeito e à inclusão da deficiência no seu dia a dia. São os primeiros que devem quebrar estereótipos e preconceitos, optando pela ampliação de conhecimento para dotar os filhos de valores como o respeito e a empatia diante da diversidade em geral e a deficiência em particular. 

Vanessa Fuentes

Psicóloga clínica e social

http://psicovan.hostinazo.com