Como educar uma criança rebelde

Causas e soluções da rebeldia infantil

Educar uma criança rebelde se converte em um trabalho intenso que pode acabar sendo esgotante para os pais que se encontram diante de um filho continuamente desobediente e caprichoso, que não acata normas nem aceita limites. 

Uma criança que tenta sempre ter razão ou escapar das responsabilidades sem levar em conta nada mais que sua própria satisfação. A paciência, a coerência, e a consistência nas normas educativas podem ajudar numa situação que já está se tornando insustentável para todos os membros da família.

Causas da rebeldia infantil

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- A educação: entre as possibilidades da rebeldia infantil estão os estilos educativos muito autoritários, relaxados ou superprotetores que acabam gerando atitudes de rebeldia, desobediência e desacato a qualquer autoridade, seja por excesso ou falta de normas e limites

- Outros fatores: além dos estilos educativos, na rebeldia infantil podem incidir e concorrer outros fatores como genética, biológica e ambiental. O Transtorno Desafiador Opositivo é o caso mais evidente como também poderia ser de uma criança que sofre o tão polêmico Transtorno por Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH)

Mas, nem todas as crianças rebeldes, desobedientes e desafiantes o são devido a uma necessidade constante de explorar os limites (tanto seus como nossos), crianças que talvez se encontram perdidas e assustadas e que necessitam chamar a atenção com o seu comportamento como pode ser o caso de uma criança com ciúmes do seu irmão. Os ciúmes podem ser uma dessas causas se não forem orientadas adequadamente.

Outra coisa que deve ser levada em conta é a idade da criança, já que não é a mesma coisa a rebeldia de uma criança de 2 ou 4 anos que uma de 10 ou 12 anos. Em cada caso devemos agir de modo diferente e adequar nosso sistema de normas e limites de acordo com a idade da criança. 

8 conselhos para educar uma criança rebelde

Na grande maioria dos casos as crianças rebeldes só necessitam ter claro o que devem fazer e quais são as consequências da sua transgressão ou da sua falta de respeito com os demais (sejam ou não adultos ou figuras de autoridade). Diante desses casos devemos: 

1. Agir com firmeza, mas sem autoritarismo.

2. Estabelecer normas claras e bem definidas. Não é necessário que sejam muitas. Podemos começar com 3 ou 4 normas simples e sempre adequadas ao nível de idade da criança. Por exemplo: vão assistir aos desenhos na televisão depois de fazer os deveres, ou de recolher os brinquedos – depois de brincar deve recolher tudo – a roupa suja deve ser jogada no cesto, deve-se comer com os talheres corretamente. Quando aprenderem a segui-las poderemos incorporar outras. 

3. Dar as ordens de uma a uma quando são pequenos.

4. Não entrar na provocação nem ceder diante das suas negativas em obedecer. Simplesmente aplicaremos a consequência que tivermos estabelecido para cada caso, por exemplo, não terá roupa limpa se não quiser tomar banho, limpar o que sujou quando jogou algo no chão... 

5. Só devemos avisar uma vez, nem duas nem três para crianças maiores. Dar mais oportunidades significa dar a oportunidade de continuar desobedecendo até que nos leve ao limite, coisa que queremos evitar.

6. Não contradizermos o nosso companheiro com os limites ou as consequências que impusermos. 

7. Ser um modelo a seguir, por isso devemos evitar gritar, criticar, menosprezar... 

8. Potencializar o diálogo, compartilhar o tempo em família, entender o que pode estar preocupando o nosso filho (medo, ciúmes, problemas com os companheiros...). 

No caso de rebeldia extrema ou se nos sentirmos sobrecarregados deveríamos consultar a um profissional da psicologia infantil, que avaliará a situação e nos ajudará a encontrar os meios mais oportunos para resolver o nosso caso. 

Sara Tarrés Corominas

Psicóloga infantil 

Orientadora infantil

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