O pavimento pélvico na gestante

O que fazer para ter um pavimento pélvico tonificado e elástico?

Vilma Medina

Vilma Medina

O pavimento pélvico é o conjunto de músculos situados na base da pélvis, dispostos como uma rede, e que serve de apoio à bexiga, ao intestino grosso e ao útero. Poderia se dizer que se divide em uma zona anterior, onde se encontram a vagina e a uretra, e outra zona posterior onde se encontra o orifício anal. 

Como um conjunto de músculos que é, estes também podem se exercitar e é vital para evitar disfunções que isso aconteça. O bom estado anatômico do pavimento pélvico previne alterações tais como os prolapsos, as disfunções sexuais e as incontinências urinárias.

Que papel tem o pavimento pélvico nas gestantes?

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Durante a gravidez, as mulheres, devido ao relaxamento do esfíncter uretral e do peso que vai adquirindo o bebê, podem ter perdas de urina. Por isso, se a gestante mantiver um bom estado da musculatura do pavimento pélvico, seria possível evitar essas pequenas escapadas. Também é importante saber contraí-lo e relaxá-lo com o objetivo de ter um controle total dos empurrões durante o parto. Um bom pavimento pélvico assegura uma pronta recuperação e a diminuição de possibilidades de sofrer incontinência de esforço. Por último, e não menos importante, é ter uma musculatura elástica no períneo para prevenir rasgos durante o parto. 

Um pavimento pélvico tonificado e elástico 

O pavimento pélvico, como um conjunto de músculos, pode se contrair e relaxar à nossa vontade. Os exercícios de Kegel são os mais conhecidos e utilizados pelas mulheres pela sua fácil compreensão e pela possibilidade de poder executá-los a qualquer momento e em qualquer lugar com total discrição. É importante que possamos controlar tanto a contração como o relaxamento, já que igualmente prejudicial uma musculatura hiper tonificada de uma musculatura débil. 

Para conseguir uma musculatura elástica e que ajude durante o parto é essencial massagear a zona com regularidade para favorecer uma boa irrigação da área e assim aumentar a sua elasticidade. Seria interessante que, na medida em que se possa, a mulher peça uma avaliação do estado do períneo, para ver como deverá focar melhor os exercícios ou os possíveis tratamentos para os devidos cuidados. 

Cuidados após o parto

Depois de dar a luz, sempre e quando o bebê tenha atravessado o canal do parto e não tenha nascido por cesárea, o assoalho pélvico pode estar afetado com a passagem do bebê, a instrumentalização, a episiotomia ou os rasgos. Uma pronta intervenção de reeducação e reabilitação do mesmo, desde os primeiros dias encurtará o tempo de recuperação do pavimento pélvico. Se a episiotomia ou um rasgo tenha acontecido, devemos cuidar muito bem da cicatriz para que não se formem quelóides (engrossamento do tecido), mediante curativos especiais, tratamentos com laser ou massagens. A manutenção do assoalho pélvico não tem que ser focalizado somente no período de gravidez ou no pós-parto. A mulher, ao longo de toda sua vida deve cuidar em manter a zona em bom estado, pois prevenirão no futuro, possíveis complicações.

Marián Zamora Saborit

Fisioterapeuta. Técnico em Pilates

Colaboradora de GuiaInfantil.com 

Blog de Marián Zamora

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