Autismo, esquizofrenia e transtorno bipolar

A relação genética entre essas doenças

Transtornos como o autismo, a esquizofrenia e o transtorno bipolar compartilham um importante número de genes que contribuem para o seu desenvolvimento segundo um estudo da Universidade da Columbia, em Nova Iorque (EUA) publicado na edição digital da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). 

Os pesquisadores desenharam um modelo estatístico para quantificar as conexões genéticas entre doenças que manifestam sintomas complexos como a esquizofrenia e o autismo

Fatores genéticos comuns no autismo, esquizofrenia e transtorno bipolar

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Segundo os cientistas dirigidos por Andrev Rzhetsky, certos fatores genéticos múltiplos contribuem em grande medida à probabilidade de que um paciente desenvolva um transtorno complexo. Os pesquisadores analisaram dados de 1,5 milhões de registros de pacientes da base de dados da clínica do Centro Médico da Universidade de Columbia. 

O modelo informático calcula a sobreposição genética entre pares de doenças, ou seja, o número de aberrações genéticas que contribuem com ambas as enfermidades. 

Os autores, que analisaram 161 afecções prestaram uma atenção especial aos transtornos neurológicos. Um dos descobrimentos mais destacados dói que existe uma sobreposição genética entre o autismo, a esquizofrenia e o transtorno bipolar. Segundo os pesquisadores, o modelo poderia ser útil para aqueles pesquisadores que trabalham na origem genética das doenças que surgem de mais de uma mutação. 

Diferenças e semelhanças 

1. Esquizofrenia. O termo esquizofrenia significa ‘mente partida’. A idade de aparecimento está compreendida entre os 15 e os 45 anos. Ainda que possam começar no final da adolescência, também existem casos de aparecimento na infância, que podem se confundir com problemas escolares ou de mau comportamento. 

Quem sofre de esquizofrenia experimenta uma distorção dos pensamentos e sentimentos. O que caracteriza a esquizofrenia é que afeta a pessoa de uma forma total, e que a sofre começa a sentir e a falar de forma diferente como fazia antes. Dita pessoa pode começar a se isolar, pode evitar a sair com amigos, dorme pouco ou muito, fala sozinho ou ri sem motivo aparente (embora esses sintomas não tenham por que aparecer em todos os pacientes). 

É muito importante não esquecer que a pessoa que tem uma esquizofrenia não pode explicar o que está acontecendo com ela, tem medo de fazê-lo ou de acreditar que esteja doente e, portanto, não pedirá ajuda nem se queixará na maioria dos casos do que lhe acontece. Por tudo isso, a maior parte deles e, sobretudo no começo da doença não aceita tomar medicação nem procurar um especialista. 

2. Transtorno bipolar. É um transtorno depressivo de longa evolução, em que os episódios depressivos se vêem interferidos pelo aparecimento de outros episódios caracterizados por um estado de ânimo elevado (euforia excessiva), expansivo (hiperatividade anômala) ou irritável. As fases de exaltação, alegria desenfreada ou irritabilidade e grosseria alternam com outros episódios em que a pessoa está com depressões intensas, com baixo estado de ânimo, incapacidade para desfrutar, falta de energia, idéias negativas e, em casos graves, idéias de suicídio. 

3. Autismo. É uma deficiência na maturidade com um substrato neurológico e com um componente genético. Pode se associar a muitos diferentes transtornos neurobiológicos e a níveis intelectuais muito variados. Os autistas apresentam três características gerais de deterioro do comportamento:  

1. Deterioro qualitativo da interação social recíproca: da relação social.

2. Deterioro qualitativo do desenvolvimento da linguagem e da comunicação.  

3. Modos de comportamento, interesses e atividades restritas e estereotipadas. O transtorno se inicia em idades precoces, geralmente nos 3 primeiros anos de vida.

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