Devemos exigir mais respeito ao aleitamento materno

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Parece mentira, especialmente nos tempos em que vivemos, que ainda exista tanta pressão contra o aleitamento materno. Eu me refiro à falta de respeito e de apoio que muitas mães sofrem pelo simples fato de ter que dar o peito ao seu bebê em público. Como alguém pode converter um ato tão lindo e tão natural e necessário, como é a amamentação, em um gesto obsceno?

Semana Mundial do Aleitamento Materno

Aleitamento materno em público

Amamentar não é só bom para a saúde do bebê, mas também faz bem para a mamãe e é um direito que merece respeito e consideração. Quando uma mãe dá o peito ao seu bebê em público, ela não o faz com outra intenção que não seja alimentá-lo, já que no período de amamentação, a mãe deve alimentar seu bebê a cada duas ou três horas. A falta de informação faz com que muita gente olhe com olhos de censura quando uma mamãe dá o peito ao seu bebê em público.

Todos os anos, na primeira semana de agosto, é celebrada a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Normalmente coincide com esta semana que alguns grupos de mães espanholas participam de uma ‘mamada’ pública, com o propósito de reivindicar esta prática e protestar contra a pressão social que o aleitamento materno enfrenta. 

Falta informação sobre o leite materno

O coletivo de mães a favor do aleitamento materno cresce e acredita que tudo isso ocorre pela pouca informação que existe sobre o tema. O leite é um alimento gratuito, ecológico e muito nutritivo para os bebês. Ainda mais agora, em tempos de crise, observa-se um aumento do número de mães que optam pelo aleitamento materno. Em alguns lares, o leite materno é a única maneira de poder garantir uma alimentação segura e adequada para o bebê.

Alguma vez você pensou que o leite materno não precisa de energia, nem materiais, nem produção, embalagem nem conservação para o seu consumo? Além disso, o aleitamento materno contribui para a erradicação da pobreza extrema e a fome, à igualdade de gêneros, à redução da mortalidade infantil e a melhora da saúde materna. Se todos tivessem conhecimento disso, ao invés de censurar, dariam mais apoio emocional às mães que estão alimentando aos seus bebês. 

Vilma Medina
Diretora de GuiaInfantil.com