Cuidado! O seu bebê está engatinhando

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando um bebê nasce, nasce também nas mamães o medo permanente de tudo. Vive eternamente preocupada. Se não come, quando come, por que come muito, se não faz cocô porque está com prisão de ventre e se faz muito porque pode estar dodói. 

Mas, nada é comparável ao medo quando o bebê começa a se movimentar por ele mesmo porque são capazes de se deslocar de um lado para o outro sem a ajuda de ninguém e começa uma grande preocupação. O que fazer então? 

Os perigos das casas quando o bebê começa a engatinhar

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Meu grande medo sempre foi com tudo relacionado com a eletricidade: tomadas, lâmpadas, etc. Só de pensar em pegar minha pequenina tomando um choque na tomada me deixava de cabelos em pé e eu ficava tremendo e morrendo de medo. Quando o seu bebê começa a engatinhar ou se arrastar ou até mesmo se deslocar com o bumbum aparecem novos perigos para ele e novas formas que fazem com que o seu ritmo cardíaco acelere.

Um dos perigos que você pode encontrar em casa são os móveis da casa que com tanto esmero e bom gosto você escolheu quando eram apenas dois, após uma longa procura em revistas (ou internet) pelos desenhos modernos e tendências da moda para móveis. Tudo muito lindo, mas cheio de perigos. Existe uma frase que ressoa em mim todos os dias: ‘Tenha cuidado com as pontas da sua mesa super-moderna’ (dito por minha mãe), pois a mesa tem a altura exata para que quando a ‘tormenta’ passar por ali não se machuque, seja a cabeça ou os olhos, ou que ainda consiga entrar por baixo da mesa e não consiga sair.  Sem mencionar que a quantidade de livros e CD que você escutava calmamente, agora estão todos jogados pelo chão e alguns deles você não poderá mais ouvir ou ler. 

Outro perigo que possui um grande atrativo como abelhas no mel é o vaso sanitário, mais concretamente a escova de limpeza do vaso. Outra coisa é quando você se descuida e deixa materiais de limpeza (como a água sanitária) numa altura incorreta e ao alcance dos pequenos. Só de pensar dá um frio na barriga. 

Mas, sem dúvida, para mim, o maior perigo e razão de maior frustração tem sido a árvore de Natal. Logo eu que amo o Natal. Quando chegou este ano e meu bebê já se movimentava sozinha pela casa sem que eu tivesse mais controle de nada, eu me perguntava: ‘Aonde eu devo colocar a árvore de Natal?’ Ou melhor, onde eu poderia colocá-la sem que minha filhinha se jogasse em cima dela e acabasse se tornando um enfeite a mais? 

A árvore de Natal é uma tentação como qualquer outra coisa: pisca-pisca coloridas, algumas com música e milhares de bonequinhos e enfeites de bola que os pequenos irão tentar pegá-los no primeiro descuido. 

Enfim, existem duas opções: Ou a gente reestrutura o nosso lar, mesmo que as leis do Feng Shui nos digam o contrário, e fazemos do nosso lar um lugar mais acessível aos nossos pequenos ou envolvermos o nosso maior tesouro num plástico de bolhas (daqueles que envolvem materiais frágeis) para que possamos ficar mais tranquilas. 

Marta Veguillas Ocaña

Pedagoga especialista em Atenção Precoce e Educadora em massagem infantil