Como detectar que uma criança sofre maus-tratos

Sinais que podem indicar que uma criança está sendo maltratada

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quem não fica com os nervos à flor da pele quando se fala de maltrato infantil. Algumas notícias que aparecem na imprensa ou televisão e que tratam de violência contra as crianças não parecem reais, mas, no entanto, ocorrem com frequência. 

Como se manifestam os psicólogos e especialistas no tema do maltrato infantil, em geral, as crianças não sabem se defender das agressões dos adultos, não pedem ajuda e essa atitude lhes colocam numa situação vulnerável diante de pais ou familiares agressivos ou negligentes. 

Sinais que indicam que uma criança sofre maus-tratos

Sinais que indicam que uma criança está sendo maltratada

Dizem que por trás dos maus-tratos infantis sempre existe uma pessoa que agride e outra que se cala, e não denunciar pode trazer graves consequências para as crianças. Além dos danos físicos, que podem colocar sua saúde em perigo, os prejuízos psicológicos e emocionais podem trazer inúmeros problemas no desenvolvimento de sua personalidade. Daí a importância de detectar o quanto antes o maltrato e buscar uma resposta adequada, que ajude a criança no seu desenvolvimento evolutivo. 

Os problemas que as crianças maltratadas sofrem podem ser detectados na escola, através de seus exames médicos de rotina. Amigos, vizinhos ou familiares devem denunciar diante de qualquer suspeita. As manifestações podem ser evidentes através da sua conduta ou do seu físico e que constitui o que os especialistas chamam de alarmes ou sinais de atenção, ou seja, indicadores que alertam sobre uma situação de risco. Saber interpretar esses indicadores e não ficarmos passivos diante deles é fundamental. 

Nas crianças, alguns dos indicadores que podem manifestar são sinais físicos repetidos (olhos mareados, machucados, queimaduras), cansaço, apatia permanente, mudança significativa na conduta escolar sem motivo aparente, condutas agressivas, ou birras severas e persistentes, relações hostis e distantes, atitude supervigilante, conduta sexual explícita e inapropriada para a sua idade, conduta antissocial ou sintomatologia depressiva. 

Os pais, pelo contrário, parecem não se preocupar com a criança, não comparecem às reuniões da escola, depreciam a criança em público, veem seu filho como uma propriedade, expressam dificuldades no casamento, levam e trazem a criança à escola sem permitir contatos sociais, abusam de substâncias tóxicas, sempre justificam a disciplina rígida e autoritária, e habitualmente utilizam uma disciplina inapropriada para a idade da criança. 

Pode ser que alguns desses indicadores podem acontecer em casos familiares sem haver maus-tratos, mas os especialistas asseguram que existe uma característica que os diferencia: os que maltratam não conseguem reconhecer a existência do maltrato e recusam qualquer tipo de ajuda, chegando a justificar com argumentos muito variados as suas ações. Por outro lado, os pais com dificuldades podem reconhecê-las e aceitam qualquer tipo de ajuda que lhes ofereçam. 

Marisol Nuevo. Redatora