Em que consiste a automutilação entre adolescentes

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Um comportamento muito comum entre adolescentes no Brasil tem assustado muitos pais, que ficam sem entender quando seus filhos aparecem com marcas nos braços e outras partes do corpo.

Trata-se da automutilação, conhecida também como self cutting (cortando a si mesmo). São cortes intencionais que o adolescente faz em si mesmo com a finalidade de deixar uma cicatriz no corpo, principalmente nos braços.

Do que se trata a automutilação

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É claro que existem diversas formas de automutilação: queimaduras, mordidas, arranhões, mas vamos nos deter no ato de se cortar, muito difundido entre adolescentes no Brasil. 

Esse comportamento de autoflagelação acontece em momentos que a pessoa está vivenciando uma situação emocional muito angustiante e não consegue exprimir a sua dor e transfere ao corpo toda essa carga emocional com a finalidade de ‘ferir o corpo para aliviar a mente’. 

Essa prática busca sacrificar parte do seu corpo com a intenção de se proteger da dor e descarregar situações ameaçadoras. Na verdade se submete a um sofrimento para aliviar ou se livrar de outro sofrimento, talvez maior.

Os perigos da automutilação 

Essa atitude lesiva que pode se tornar uma compulsão quando repetida com frequência, pode ir aumentando de intensidade e cair no risco de provocar inflamações graves, contaminação, amputação e até mesmo risco de suicídio, uma vez que na automutilação o sentimento de culpa e o desejo de autopunição estão fortemente presentes.

O grande perigo é que na fase da adolescência, as emoções deles estão confusas e pode se tornar uma atitude desesperada que vai passando de adolescente para adolescente, como um modismo.   

Como ajudar um adolescente que pratica automutilação

Primeiramente é necessário investigar sua dinâmica psíquica, relações afetivas, vínculos parentais, pressões emocionais, sentimentais que a pessoa está submetida. 

A automutilação ainda pode estar relacionada a outros transtornos psicológicos como a depressão, ansiedade, obsessão e angústia. 

Embora a automutilação não aconteça somente com adolescentes, mas entre adultos também, caso seja identificado esse tipo de autoflagelo nas escolas, os pais devem ser informados imediatamente e se necessário buscar ajuda de um psicólogo para identificar os motivos e tentar resgatar a autoestima do adolescente. 

Os pais devem estar atentos às atitudes dos filhos para identificarem e ajudarem o mais rápido possível a que deixem essa conduta.