O seu filho sofre da Síndrome do Pensamento Acelerado?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os especialistas vivem avisando aos pais há muito tempo: as crianças estão recebendo um excesso de informações e estímulos. Os smartphones, a televisão ou o tablet e toda a informação que chega ao cérebro infantil através desses dispositivos pode causar a Síndrome do Pensamento Acelerado. 

O psiquiatra e escritor Augusto Cury tem sido o primeiro a definir esse transtorno. Após realizar experimentos no Brasil, Espanha, Romênia, Estados Unidos e Sérvia, os resultados que obteve foram os mesmos: 80% dos adultos e crianças sofrem a SPA.

Em que consiste a Síndrome do Pensamento Acelerado?

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‘As crianças não escutam’ é uma queixa que muitos pais fazem. Elas nos perguntam algo e quando a gente está começando a responder, já fazem a seguinte pergunta ou já estão pedindo outra coisa e assim são incapazes de reproduzir o que estavam falando. Às vezes acreditamos que é porque são desobedientes ou muito inquietas, no entanto, o psiquiatra Augusto Cury nos explica o porquê de muitos comportamentos dos nossos filhos

A criança recebe centenas de estímulos através da televisão, um bombardeio de tanta informação que segundo Augusto Cury, uma criança de sete anos já tem arquivada na sua memória mais informação do que tinha há um século uma pessoa de setenta anos. Este excesso de pensamentos e estímulos impede o desenvolvimento das funções da inteligência, refletir antes de agir, ordenar idéias ou empatizar com o outro.

O excesso de imagens faz com que a criança não tenha a capacidade nem o tempo de refletir sobre elas, de analisá-las e adquiri-las. As crianças não são capazes de conter essa quantidade de informação na memória, e o cérebro se bloqueia, como uma maneira de tentar gastar menos energia. A tudo isso se chama Síndrome do Pensamento Acelerado e apresenta sintomas como:

- Irritabilidade

- Dor de cabeça

- Esquecimentos frequentes 

- Dificuldade para se concentrar

- Transtornos do sono 

Podemos pensar que evitar o contato com todos estes dispositivos seja a solução, no entanto, vivendo na era da tecnologia é algo complicado, por isso podemos ajudar: 

- Não colocar os filhos para deitar muito tarde. As crianças devem dormir, segundo a sua idade, entre 8 e 10 horas diárias.

- Não deixar que utilizem ou que usem os dispositivos pelo menos uma hora antes de ir se deitar e dormir utilizando-os, nem pensar. 

- Estimular as crianças na prática do exercício físico

- Sair à rua e deixar que estejam em contato com a natureza, além da prática diária de alguma atividade física prazerosa. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com