A inocência das crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Todos os dias deveriam ser dedicados às crianças, quem sabe para valorizarmos a visão que elas têm do mundo e para tentar preservar esse olhar inocente, simples, alegre, crédulo e imaginativo dos nossos filhos diante das situações que os rodeiam. Talvez a gente volte a recordar como éramos quando crianças e dermos risadas de situações que nossos filhos adoram ouvir quando contamos a eles. 

A inocência das crianças

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Todos os dias poderíamos dedicar um tempinho para escutar aos nossos filhos. Com certeza ficaríamos atraídos pela sua inocência! Nossos filhos nos ensinam mais do que podemos acreditar. Eu fico fascinada com essa enorme capacidade de aprender, da sua capacidade de se surpreender, e, sobretudo, da inocência dos seus raciocínios. Atrás da sua inocência mora a sinceridade do seu coração, por isso é tão formoso aos nossos ouvidos o comentário inocente de uma criança. As crianças acreditam em tudo o que contamos a elas porque confiam na gente e nos admiram. 

A inocência de uma criança não reflete ignorância ou falta de maturidade. Reflete a surpresa, a fantasia, a imaginação, sua limpa e maravilhosa maneira de ver as coisas. Há alguns dias fui testemunha de uma improvisada conversa entre um pai e o seu filho de 4 ou 5 anos. Sentados atrás de mim no avião, um papai explicava com carinho ao seu filho como era o avião, como era a decolagem, como ele voava pelos ares, como as máscaras sairiam numa situação de emergência, como se colocava o cinto de segurança e os fones de ouvido... Eu imagino que era com a intenção de tranquilizar e ensinar ao menino aquela nova experiência. 

O pequeno ouvia atentamente ao seu pai com os olhos admirados, com a boca aberta com tantas novidades que o seu papai lhe contava. Prestava muita atenção, olhava com curiosidade e tocava tudo com entusiasmo. Tudo isso acontecia enquanto o avião subia e ficava cada vez mais alto. Foi aí que o menino olhou com atenção pela janela do avião e ficou surpreso e perguntou ao seu papai: “Mas papai, por que as asas do avião não se movem. Como ele pode voar?” Na sua mente inocente ele esperava que o avião voasse batendo as asas como se fosse um pássaro. 

Histórias com essas já ouvimos muito vindas dos nossos filhos em toda parte do mundo, porque as crianças são assim maravilhosas e especiais. Amadurecer não deveria supor o abandono dessa capacidade de resposta sincera, o deixar de aprender, e estar atento a tudo. Que tal nos deixarmos surpreender e exercitarmos nossa curiosidade pelas coisas, pelas pessoas e pelo mundo que nos rodeia, e, sobretudo, pela inocência dos nossos filhos... 

Patro Gabaldón