Os 5 mandamentos de Harvard para ser um pai modelo

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A sociedade muda. As crianças também, e, é claro, a educação. Antes nossos pais nos davam mais liberdade para que enfrentássemos riscos. Eles davam pouco tempo para que a gente se aborrecesse. E tinham limites claros. E ai de quem ousasse desafiar os limites... 

Hoje as crianças vivem superprotegidas. Os pais lhes ‘economizam’ sofrimentos e riscos. Matriculam os filhos em inúmeras atividades para que se entretenham e apliquem menos normas e castigos para que os filhos não se traumatizem... É evidente que as crianças já não são as mesmas. E os psicólogos advertem: se perdermos de vista essas 5 normas básicas, o nosso filho terá sérios problemas quando adultos. 

As 5 normas básicas da criação segundo Harvard

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Psicólogos da prestigiada Universidade de Harvard advogam em voltar ao passado em determinados aspectos. Contra a nova era digital eles resgatam uma série de premissas básicas que nenhum pai deveria esquecer: 

1. Passar mais tempo com os filhos. Os pais de hoje em dia estão muito estressados. A maioria são pais ‘multitarefa’. Por isso, o mais fácil é chegar a casa e deixar que os filhos se entretenham com os videogames. É a única forma de conseguir um pouco de descanso... Grande erro! O tempo que você não dedica ao seu filho jamais se recupera. As crianças que vivem com a sensação do ‘pai ausente’ terminam tendo carências afetivas e emocionais muito prejudiciais. 

2. Falar mais com os filhos. Falar, conversar... Perguntar como foi o dia. Não somente o típico ‘como foi na escola?’. Seguramente essa pergunta termine com um ‘bem’ e fim da conversa. Interesse-se em conhecer seus amigos e pergunte por eles. ‘Aconteceu alguma coisa divertida hoje na sala de aula?’, ‘Me diga do que brincou no recreio!’. Tente conhecer mais o seu filho. Lembre-se que na escola ele se comporta de maneira diferente. Realmente não lhe conhecerá bem até que você descubra todas as suas facetas.  

3. Ensine o seu filho a resolver problemas sem lhe dar o resultado. E quem fala de problemas fala de conflitos. Não se trata de dar aos filhos o resultado final da soma. O mesmo acontece com os conflitos. ‘O que é que está acontecendo realmente?’, ‘Como você solucionaria esse problema?’, ‘O que poderia acontecer se você tomasse essa decisão?’. Deixe que seja o seu filho quem tome as decisões. Ninguém jamais poderá aprender se os outros tomam as decisões por ele.  

4. Agradeça aos filhos e reconheça suas conquistas todos os dias. Não existe melhor remédio para a autoestima do que a gratidão e o reconhecimento dos pais. Lembre a ele cada dia que ele o levou bem. Isso o ajudará a confiar mais em si mesmo e fará que por sua vez aprenda o valor da gratidão e da compaixão. 

5. Deixe que tomem consciência dos problemas do mundo. Muitas vezes a gente tenta ‘economizá-los’ dos momentos ruins que acontecem no mundo: as guerras, os conflitos, a fome... Devemos deixar que as crianças também sejam conscientes do que acontece ao nosso redor. Isso fará que seja consciente de que no mundo existem problemas a resolver e a criança se dará conta de ela pode ser importante para mudar muita coisa.  

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com