O que a guerra faz às crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Uma guerra, seja qual for, sempre haverá crianças vulneráveis. Por não haver guerra onde você vive, não quer dizer que ela não exista. Cinco anos de guerra na Síria tem afetado profundamente a vida de milhares de crianças que perderam suas casas, suas famílias e suas vidas. E isso não acontece apenas com uma ou duas crianças, e sim com várias delas não apenas na Síria, mas em todo o mundo.  

Como a guerra muda a vida das crianças

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A ONG Save The Children pede para todos prestarem atenção à guerra na Síria e como o impacto sobre as crianças tem sido devastador: têm reaparecido doenças como o sarampo que está matando crianças, bebês em incubadoras que não sobrevivem pelos cortes de eletricidade ou crianças afetadas pelas bombas e tiroteios que não podem receber o tratamento adequado. 

Uma das responsabilidades que os adultos têm é proteger, cuidar e amparar as crianças. Conseguir que seus filhos sejam felizes deve ser o máximo objetivo para os pais. No entanto, existem acontecimentos na vida que podem fazer com que a vida normal e tranquila de uma criança perca o controle e se torne triste, miserável e terrivelmente dura ou tome outro rumo. Alguns desses acontecimentos escapam ao nosso controle, como a guerra da Síria, outros não, mas em qualquer das situações a gente deve estar vigilante e apoiando aos nossos filhos para dar-lhes a maior proteção possível. 

Danos da guerra em crianças

- Morte: o falecimento de um ser muito próximo ou muito querido pode mudar a vida de uma criança. As crianças atravessam uma série de etapas no seu entendimento da morte, mas mesmo não conseguindo entender bem o sentido dela, não significa que os adultos devem esconder o problema ou iludi-las. Falar com elas é fundamental. 

- Maltrato infantil: pode acontecer dentro de casa, na escola, entre amigos... Há que estar atento aos sinais físicos repetidos (olhos vermelhos, machucados, queimaduras), ou emocionais: cansaço ou apatia permanente, mudança significativa no comportamento escolar sem motivo aparente. As crianças não podem pedir ajuda diante de um caso de maltrato, por isso, os adultos são responsáveis em denunciar qualquer caso de abuso infantil. 

- Abuso sexual: as crianças que sofrem abusos sexuais desenvolvem baixa autoestima, acreditam que não valem nada e se tornam retraídas e, às vezes consideram o suicídio.  

- Bullying: é um assédio sistemático que acontece reiteradamente no tempo por parte de um ou vários agressores a uma ou várias vítimas e que pode tornar a vida escolar de uma criança num autêntico inferno e deixar-lhe sequelas psicológicas. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com