Bons e maus momentos com os filhos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Estou convencida de que os filhos tiram o melhor e o pior da gente. Existem dias que temos vontade de largar tudo, trabalho, tarefas de casa, e inclusive de nos esquecer nós mesmas para estar totalmente com eles. 

Já existem outros dias em que a gente deseja desaparecer das suas vidas, deixá-los fazer tudo o que quiserem e tanto faz. Eles nos fazem sentir como a pessoa mais plena do mundo, mas também a mais ‘monstruosa’. Será que isso é normal? 

Os filhos dão felicidade aos pais

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Acredito que ter filhos é como estabelecer um matrimônio, uma aliança, com a diferença de que com os filhos não se pode nem se deve haver separação ou divórcio. Um casal, ainda que implique em dor para a família, a separação acontece, mas de um filho, nem pensar. É um casamento para toda a vida. É algo assim como aquilo: ‘recebo a você como filho e te prometo ser fiel na prosperidade e na adversidade, na saúde e na doença, e amar-te e respeitar-te todos os dias da minha vida’. 

Eu me pergunto se as pessoas devam vincular sua felicidade com ter ou não ter filhos. Um filho traz momentos muito felizes, mas somente depende da gente, de como enfrentamos as dificuldades que aparecem nas nossas vidas, e de como aproveitamos esses momentos de felicidade. O que eu quero dizer é que não podemos pretender responsabilizar nossa felicidade a ninguém, nem aos nossos pequenos. Mesmo que o nosso filho se levante de mau humor, ou não queira comer, ou que não tenha nos deixado dormir durante a noite, ou que se dedique a fazer birras muitas vezes, não quer dizer que a gente deve se sentir ruins e os pais mais desgraçados do mundo. 

Se esperarmos muito dos filhos podemos chegar a nos sentir frustrados quando as expectativas não se cumprem. As duras situações cotidianas com os filhos também têm o seu impacto na nossa satisfação como mães e pais, mas não devemos deixar que sejam o leme da nossa vida familiar, nem que nossos filhos sejam maus ‘condutores’ das nossas vidas. Por isso, é tão importante oferecer-lhes ‘escola’ e exemplos, estimulação, cuidados, afeto sempre e em qualquer circunstância. Penso que os bons e maus momentos que a gente tenha com os nossos filhos, ainda que às vezes nos alegrem ou nos agoniem, nos faça sentir melhor ou pior pessoa. Isso deve ser encarado como experiências de vida familiar. 

Vamos tentar com que os maus momentos sejam menos frequentes possíveis. Trabalhemos nisso, enquanto que os bons momentos sejam desfrutados plenamente, da melhor forma possível. Os momentos, de uma forma geral podem durar mais ou menos, mas são passageiros, não se esqueça disso. 

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com