A Síndrome das pernas inquietas na gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Alguma vez você já ouviu falar da Síndrome das pernas inquietas? Em geral, que sofre dessa síndrome sente um incômodo muito grande nas pernas quando está sentado ou deitado. Ocorre tanto em homens como em mulheres e pode causar dificuldades para conciliar o sono, viajar e desenvolver outras atividades. Alguns casos da SPI se relacionam com a gravidez, à anemia por deficiência de ferro ou à insuficiência renal. 

As pernas inquietas durante a gravidez

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Como saber se o que uma mulher tem se trata dessa síndrome? Essa síndrome pode ocorrer tanto em crianças como em pessoas adultas e também em gestantes. Seus sintomas são difíceis de descrever. Quem sofre dessa síndrome diz que sente dor, ardor e uma sensação de formigamento muito acentuado nas pernas, principalmente ao dormir. Esses sintomas levam a pessoa a mover as pernas de forma incontrolável, já que ao fazê-lo tem a impressão de alivio e que os sintomas desaparecem. Por outro lado, ao voltar a estarem parados, sentados ou deitados, os incômodos voltam a aparecer. 

Algumas pesquisas sinalizam que a gravidez pode agravar ou piorar a SPI. Os sintomas podem ser mais fortes quando a mulher se encontra no sexto, sétimo ou oitavo mês de gestação. Além disso, esses estudos revelam que essa síndrome incide mais em mulheres com mais idade, com baixos níveis de ferro e que apresentam problemas para conciliar o sono

Acredita-se que a quarta parte das gestantes possa sofrer dessa síndrome, pelo menos uma vez por semana. Se você sente esse tipo de incômodo nas pernas, você já sabe que a melhor coisa é falar com o seu médico. Não se automedique, já que certos medicamentos podem causar danos ao seu bebê ou fazer com que os sintomas da síndrome (se for o caso) piorem. Tanto a cafeína, como o cigarro e o álcool são contraindicados durante a gravidez. Além do mais poderia piorar ainda mais os sintomas da SPI. 

Um estudo revela que as mulheres com Síndrome das pernas inquietas na gravidez são mais propensas a voltar a sofrê-lo depois do parto. Quase 25% das 74 mulheres que tiveram SPI durante a gravidez e participaram da pesquisa voltaram a sofrer da SPI anos depois. Os especialistas dizem que o diagnóstico não é simples porque não existem sinais biológicos definidos. Mesmo assim, afirmam que existe tratamento e muitas formas para aliviar os sintomas. As alterações no hábito de dormir, as técnicas de relaxamento (ioga, shiatsu), massagens e o exercício moderado (Pilates, por exemplo) durante o dia podem ser muito úteis. E se isso não funcionar, alguns medicamentos (sempre prescritos pelo médico) podem diminuir os sintomas da SPI. 

Vilma Medina

Diretora de GuiaInfantil.com